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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Rotunda, Outubro de 1910

Pormenor curioso nesta foto de António Novaes, que retrata as forças republicanas barricadas na Rotunda em Outubro de 1910, a existência de Pavilhões na Rotunda, junto à Quinta da Torrinha. Consultando os vespertinos da época, chega-se à conclusão que os mesmos pertenciam à Feira de Agosto, e a mesma ainda estava em funcionamento em Outubro desse ano (1910).

Artilharia entrincheirada na avenida da Liberdade,

Artilharia entrincheirada na avenida da Liberdade, Outubro de 1910, foto de António Novaes, in a.f. C.M.L.

Palácio da Cova

O Palácio da Cova- assim se chamava inicialmente o sítio -  foi edificado no século XVI, por Pedro Mendonça e ampliado no século seguinte por D. António Mendonça. Nele morou na primeira metade do séc. XVIII, e nele morreu a 4 de Outubro de 1747, o famoso Cardeal da Mota (João da Mota e Silva), que foi ministro de D. João V, como o irmão, Pedro da Mota e Silva, ministro de D. José. Terá sido este Cardeal da Mota, o cardeal a quem foi dedicada esta artéria, Calçada do Cardeal, onde se situava a entrada para o Palácio.

Palácio da Cova, 1901, foto de Machado & Souxa.jp

Palácio da Cova, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 13 G, 1909, de Alber

Planta Topográfica de Lisboa 13 G, 1909, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Entrada para o pátio do Palácio da Cova, 1900, f

 Entrada para o pátio do Palácio da Cova, na Calçada do Cardeal, 1900, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

"Brilhantes Bera"

"Bera American Diamond Palace fecha brevemente as suas portas recatadas e as suas luminosas montras á illudida ambição do mundo lisboeta. As preciosas imitações, que d'antes se vendiam a dois mil e quinhentos, já hoje se liquidam a cinco tostões unicamente e, d' aqui a pouco, vendida a armação, vendida a mobilia, trespassada a loja, no angulo da rua do Carmo e do Chiado, que meia Lisboa dobra em cada dia, qualquer outra tentativa surgirá, vistosa, a deslumbrar os olhos curiosos, á espera talvez d' outra ruina."
Assim se referia Paulo Osorio, em 1908, nas sua "Chronicas de Lisboa", à casa que ficou conhecida por vender os famosos "Brilhantes Bera", e que passada a euforia inicial, ao fim de três anos fechava as suas portas.

Estabelecimento comercial de Eduardo Martins & Cª

Detalhe de uma foto de Alberto Carlos Lima, entre 1905 - 1908, com a localização da loja.

Estabelecimento comercial de Eduardo Martins & Cª

Estabelecimento comercial de Eduardo Martins & Cª, 1905-1908, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

IV Congresso lnternacional de Turismo

"Lisboa foi a cidade escolhida para o 4.º Congresso lnternacional de Turismo e todas as classes capricharam em receber com o maior carinho, com as mais inequivocas provas de jubilo, os congressistas chegados de todos os pontos da Europa n'uma curiosidade enorme pela região portugueza.
No extrangeiro os acontecimentos politicos dos ultimos tempos fizeram chamar para nós as attemções; a fórma como tudo se passou, essa queda da monarchia quasi sem derramento de sangue, tornaram aos olhos alheios bem interessante a nossa patria e fizeram com que abundassem os turistas. Uns queriam constatar se era bem verdade o que se lhes affirmava, se havia entre nós paz e socego; outros chegavam attrahidos pelas bellezas da paizagem descripta nos jornaes a proposito da vida portugueza, todos procuravam o sol luminoso e bello que nos faz alcunhar de pays du soleil."

in "Ilustração Portuguesa", 2.ª série, n.º 274, 22 de Maio de 1911

IV Congresso Internacional de Turismo, dia da inau

IV Congresso Internacional de Turismo, dia da inauguração 12 de Maio de 1911, Rua Aurea, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Cartaz informativo do IV Congresso Internacional d

Cartaz informativo do IV Congresso Internacional de Turismo, foto de Vasco Gouveia de Figueiredo, in a.f. C.M.L.

IV Congresso Internacional de Turismo, dia da inau

IV Congresso Internacional de Turismo, dia da inauguração, junto do edifício da Companhia Geral de Seguros e Fomento Agrícola, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Casa das Novidades ornamentada para o IV Congresso

Casa das Novidades ornamentada para o IV Congresso Internacional de Turismo, na Rua Aurea, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Estabelecimento Maison Blanche ornamentada para o

Estabelecimento Maison Blanche ornamentada para o IV Congresso Internacional de Turismo, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

IV Congresso Internacional de Turismo, ornamentaç

IV Congresso Internacional de Turismo, ornamentações na Rua Aurea, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

Pérolas II

Voltando a um assunto que se vai tornando recorrente, aqui temos mais uns belíssimos exemplos da excelente legendagem com que o Arquivo Municipal nos vai brindando:
A primeira é referente ao Largo de São Paulo, e respectiva Igreja; vem acompanhada da seguinte legenda - "Museu Antoniano"
A segunda refere-se ao Palácio Burnay, na Rua da Junqueira; surge com a legenda - "Costa do Castelo"

Praça e Igreja de São Paulo, 1963, foto de Arman

Praça e Igreja de São Paulo, 1963, foto de Armando Serôdio

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Legenda do A.M.L.

Palácio Burnay, 1966, foto de Armando Serôdio.jp

Palácio Burnay, 1966, foto de Armando Serôdio

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 Legenda do A.M.L.

Retiro da Quinta da Rabicha

Identificada como Campolide, esta foto que faz parte de uma fotografia estereoscópica, da autoria de Eduardo Moura Trindade, deve representar o Retiro da Quinta da Rabicha.
Nesta quinta, que pertenceu à família do conselheiro Hintze Ribeiro, Presidente do Conselho no reinado de Dom Carlos, existia um dos famosos "retiros" lisboetas. Terá sido neste retiro, que Júlio César Machado em "A Vida Alegre - Apontamentos de um folhetinista", relata uma célebre caldeirada com Ramalho Ortigão, Antero de Quental, Jaime Batalha Reis, João Bumay, Alberto Queirós e Oliveira Martins.

Retiro junto à Ribeira de Alcântara, sd, foto de

Retiro junto à Ribeira de Alcântara, s/d, foto de Eduardo Moura Trindade, in a.f. C.M.L.

Retiro junto à Ribeira de Alcântara, sd, foto de

Retiro junto à Ribeira de Alcântara, s/d, fotografia estereoscópica de Eduardo Moura Trindade, in a.f. C.M.L.

Palácio do Marquês de Alegrete

Mandado construir em 1694 por Manuel Teles da Silva (1641-1709), 2.º Conde de Vilar Maior, e 1.º Marquês de Alegrete, ficou até à sua demolição, conhecido por Palácio do Marquês de Alegrete.
O palácio ocupava uma área rectangular de 48m por 24,5m, e tinha duas fachadas idênticas, Sul e Norte, respectivamente sobre o Largo Silva e Albuquerque e sobre a Rua Martim Moniz. Uma terceira frente, onde se situava a entrada principal, voltada a Nascente, sobre a Rua da Mouraria, e a quarta parede a Ocidente, que se encontrava encostada a outro prédio, demolido em 1936.
O prédio era constituído por três corpos separado por paredes mestras; cada um dos laterais tinha, no andar térreo, um portão nobre em cada uma das fachadas. Todos os portais eram sobrepujados por frontões, ao centro dos quais ficavam as pedras de armas da Casa Teles da Silva, mas só a do portal da entrada principal durou até à demolição do palácio.
O edifício, como muitos outros palácios da capital, depois da sua ruína em 1755, deixou de ser habitado pelos seus proprietários, e o que dele restou após a reconstrução, foi dividido com o fim de ser alugado a estabelecimentos comerciais, industriais, e de habitação, a famílias com poucas posses.
Em 1932, necessitando a Câmara Municipal de Lisboa do terreno do palácio para melhorar a circulação pública naquele local, tentou a sua aquisição amigável. Falhadas as negociações, foi o palácio expropriado por utilidade pública, por deliberação do 2.º Tribunal Cível de Lisboa, sentença confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça.
A demolição do edifício começou nos primeiros dias de Agosto de 1946, e durou cerca de dois meses.

O brasão heráldico que encimava o portal do lado da Rua da Mouraria foi tirado em 23 de Setembro, e levado para o Museu Municipal, no Palácio Galveias. Alguns azulejos do séc. XVIII, foram armados em painéis e tiveram o mesmo destino.
O terreno foi terraplanado, acabando-se este trabalho em 2 de Outubro.
No largo assim formado ficaram incorporadas a Rua Martim Moniz, o Largo Silva e Albuquerque, e um pequeno troço da Rua da Mouraria. O público, antes da oficialização do nome, começou a chamar-lhe Largo Martim Moniz.

Palácio do Marquês de Alegrete, fachada da Rua d

Palácio do Marquês de Alegrete, fachada da Rua da Mouraria, 1907, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa, 11 G, 1910, de Albe

Planta Topográfica de Lisboa, 11 G, 1910, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Palácio do Marquês de Alegrete, fachada do lado

Palácio do Marquês de Alegrete, fachada do lado do Largo Silva e Albuquerque, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Portal principal do Palácio do Marquês de Alegre

Portal principal do Palácio do Marquês de Alegrete situado na fachada da Rua da Mouraria, e a fachada virada para a Rua Martim Moniz, ant. 1946, foto de Estúdios Mário Novais, in a.f. C.M.L.

Palácio do Marquês de Alegrete, portal brazonado

Palácio do Marquês de Alegrete, portal brazonado, 1945, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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 Planta, in "Dispersos" vol. I, de Augusto Vieira da Silva

Palácio do Marquês de Alegrete, portal sul-poent

Palácio do Marquês de Alegrete, portal, no antigo largo Silva e Albuquerque, 1936-1946, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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  Planta, in "Dispersos" vol. I, de Augusto Vieira da Silva

Local onde existiu o Palácio do Marquês de Alegr

Local onde existiu o Palácio do Marquês de Alegrete, 1946, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Local onde existiu o Palácio do Marquês de Alegr

Local onde existiu o Palácio do Marquês de Alegrete, 1946, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Local onde existiu o Palácio do Marquês de Alegr

 Local onde existiu o Palácio do Marquês de Alegrete, 1946, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

 Bibliografia consultada: "Dispersos" vol. I, de Augusto Vieira da Silva

Grémio Literário

"Onde diabo morava então o Sr. Cruges? A criada dissera que o Sr. Cruges vivia agora na rua de S. Francisco, quatro portas adiante do Grémio."
Assim podemos ler nos "Maias" de Eça de Queiroz, a localização do famoso Grémio Literário, por tantas vezes por ele  citado.
A Rua de S. Francisco, viria por edital de 7 de Setembro de 1885, a denominar-se Rua Ivens, e por lá continuaria o Grémio Literário. Criado por carta régia de D. Maria II em 18 de Abril de 1846, teve entre os seus fundadores as duas principais figuras do Romantismo nacional, o historiador Alexandre Herculano e o poeta e dramaturgo Almeida Garrett. Contou ainda com a participação do romancista Rebelo da Silva, o dramaturgo Mendes Leal, e grandes personalidades da vida política do liberalismo, como Rodrigo da Fonseca, Fontes Pereira de Melo, Rodrigues Sampaio, Sá da Bandeira e Anselmo Braancamp.
A par da actividade intelectual, que se desenvolvia no Grémio, este ficou também conhecido pelas suas equipas de esgrima, existentes ainda no início do século XX.

Grémio Literário, 191 , foto de Joshua Benoliel,

Grémio Literário, 191?, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Grémio Literário, interior, 1969, foto de Armand

Grémio Literário, interior, 1969, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Grémio Literário, interior, 1969, foto de Armand

Grémio Literário, interior, 1969, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Semana de Armas Portuguesa no jardim do Grémio Li

Semana de Armas Portuguesa no jardim do Grémio Literário, entra a assistência encontra-se o Rei D. Manuel,  Junho 1910, foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L.

Largo do Socorro

Citando Confúcio, "Uma imagem vale mais que mil palavras".
Esta será uma delas. Se nos abstivermos do óbvio, como, uma casa comercial que identifica a zona, neste caso o Socorro, se nos abstivermos do olhar inquisidor do representante da autoridade, ainda assim poderemos constatar que:
Na zona estava-se em plena época de demolições, a desaparecida Igreja permitia a partir deste largo, o vislumbre de parte do Teatro Apolo, onde estava em exibição a Revista "Agora é que ela vai Boa", com Irene Isidro e Ribeirinho.
A demolição do edifício contíguo, do lado oposto, deixando-o isolado, não lhe conferia grande esperança de vida. Como sabemos acabaria também ele demolido.

Largo do Socorro, 1952, foto de Eduardo Portugal,

Largo do Socorro, 1952, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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Publicidade à Revista na pág. do "Diário de Lisboa" de 13-2-1952

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 Anúncio do termo das representações desta Revista no Teatro Apolo, no "Diário de Lisboa" de 2-3-1952

A 1ª Praça da Figueira

"A venda antiga em Lisboa era muito espalhada, conquanto os mercados, da Ribeira Velha e do Rossio, congregassem grande número de vendilhões. O terramoto aumentou a confusão.
O decreto e aviso de el-Rei D. José, de 23 de Novembro de 1775, doando à Câmara uma área de quatro frentes, com 380 palmos de norte a sul, e 440 de nascente a poente, no terreno do derrocado hospital e suas dependências, foi um progresso e grande. Custou a edificação do mercado 10:251$342 réis.
Em Dezembro de 1834 mandou-se sondar o terreno ao centro da praça, a-fim-de se procurar água para a limpeza do mercado; achou-se.
Em Fevereiro de 1835 tratou-se de aperfeiçoar o serviço interno do mercado, plantando árvores, concluindo o poço, e regularizando algumas minúcias na venda.
Em 1 de Novembro do mesmo ano começaram os trabalhos da construção do poço central, e concluíram-se no dia de Natal.
Em Março de 1849 aprova a Câmara o modelo das portas novas de ferro,curvas na parte superior, que deviam fechar as várias entradas do recinto da Praça.
Em 1852 reedificam-se os «lugares», mandam-se abrir covas para plantar novas árvores, e é autorizado o benemérito vereador Aires de Sá Nogueira a mandar colocar o arvoredo necessário.
Pelo edital de 14 de Dezembro de 1863, a venda de perus e cordeiros era feita depois das duas horas da tarde até ao anoitecer.
Na primavera de 1883, demoliu-se a praça velha, e entrou a pouco e pouco a levantar-se, a avigorar-se, a luzir, aquela vasta composição leve e elegante de ferro e vidro."
in "Lisboa Antiga", Volume X, pág. 125 a 127, de Júlio de Castilho

Pormenor de uma prova em albumina, de Francesco Ro

Pormenor de uma prova em albumina, de Francesco Rocchini, com data provável de 1868, e em que se pode vislumbrar no canto inferior direito, o Mercado da Ribeira anterior ao que no mesmo local se inaugurou em 1885. Foto in B.N.P.

Mercado da Praça da Figueira, desenho de J. Chris

Mercado da Praça da Figueira, desenho de J. Christino e de M. de Macedo, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Praça da Figueira, da colecção Conde Arnoso, fo

Praça da Figueira, ant. a 1883, foto da colecção Conde Arnoso, a imagem não reproduz o negativo estereoscópico na totalidade, foto de Estúdio Mário Novais, in a.f. C.M.L.

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Prova original de  Francesco Rocchini, de onde saiu a foto que encima o artigo, in B.N.P.

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