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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

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Os bancos da Praça do Comércio

Num artigo anterior já tinha mencionado os bancos, que outrora ornamentaram o Terreiro do Paço. Foram eles retirados ao mesmo tempo que as árvores, na segunda década do séc. XX, por forte pressão da Real Associação de Arquitectos.
Dou agora conta do Ofício datado de 1895, relativo à colocação dos referidos bancos na Praça do Comércio.
Segundo o proponente, devia-se aproveitar a reforma da arborização da Praça (em curso nessa data), para a embelezar com a colocação de uma dúzia de bancos de boa cantaria. Mais, visto que a boa qualidade teria um custo elevado  (120$000 réis cada), propunha que a aquisição fosse feita em dois anos, colocando-se em cada ano 6 desses bancos. Tudo isto em harmonia com a importância da Praça.

Praça do Comércio, 1907, foto de Joshua Benoliel

Praça do Comércio, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Ofício relativo à colocação de bancos na praç

Ofício relativo à colocação de bancos na praça do Comércio, 31 12 1895, in A.M.L.

Praça do Comércio, sd, foto de Ferreira da Cunha

Praça do Comércio, s/d, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

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Saloios,1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Terreiro do Paço, destacando-se a estátua equest

Terreiro do Paço, destacando-se a estátua equestre de Dom José I e o acendedor de candeeiros, s/d, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Ociosos na Praça do Comércio, 1907, foto de Josh

Ociosos na Praça do Comércio, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Largo do Correio-Mor

"Em sessão de 2 de Agosto de 1860 recebeu a Câmara Municipal um ofício, em que o delegado de saúde pedia previdências àcerca do estado deplorável de um cano de despejo que ali corria nos entulhos, a entroncar no cano da rua de São Mamede.
Mas em 16 de Maio do ano seguinte, 1861, é que, a bem dizer, principia a concentrar-se a atenção dos vereadores no embelezamento do sítio, visto que na sessão dêsse dia é que se mandou proceder à vistoria dos terrenos fronteiros ao palácio Penafiel, a-fim-de se averiguar a quem pertenciam ao certo êsses monturos. Realizou-se o exame a 22, às 11 horas.
Levou o seu tempo o negócio, como tudo em Portugal. Só em 8 de Maio de 1865 é que o vereador César d'Almeida dá parte à Câmara de que, em virtude da autorização recebida em 30 de Março, escrevera logo em 31 para Roma, ao conde de Penafiel, indicando-lhe as condições com que o município empreendera fazer o desaterro e ajardinamento das rampas na rua Nova de S. Mamede, condições que eram as seguintes:
1.ª - O largo em frente do grande palácio do referido conde, e as obras de suporte, serventias, etc.. ficariam propriedade da Câmara;
2.ª - Nesses terrenos não poderia a Câmara edificar.
3.ª - Sendo o orçamento calculado em 2:600$000 réis, o conde concorreria com metade.
Em 22 de Abril respondia o conde de Penafiel ao respectivo vereador, que anuía de todo às cláusulas citadas; pelo que, só se carecia de autorização da Câmara para se começar quanto antes.
E começou-se...Foi depressa a obra. O conde de Penafiel ofereceu bizarramente 100$000 réis, como donativo para auxiliar a construção dessa meia laranja em frente do passeio...Começou-se a povoar o sítio com algumas casas novas; e os vários ramos dessa calçada tomaram nomes. Requereu o conde que se colocassem os letreiros porque já eram conhecidas as serventias daquele precipício: travessa da Mata, e calçada do conde de Penafiel...Mas fez mais ainda o conde de Penafiel; pediu para ser autorizado a mandar êle colocar os letreiros com a denominação de largo do Correio-mor, no largo fronteiro ao seu palácio; ao que a Câmara anuiu sem demora.
Arborisou-se tudo; macadamisou-se o piso; a requerimento do vereador Vaz Rans pôs-se uma gradaria de ferro na cortina do topo da calçada do conde de Penafiel, em seguimento e por cima da travessa da Mata; e em suma, com estas justas providências, tiveram os entulhos de S. Mamede a ventura de trocar a sua feição sertaneja no aspecto elegante que hoje ostentam, sendo um oasis agradável e salubre."
in "Lisboa Antiga Bairros Orientais" 2.ª Edição, Vol. IX, pág. 212 a 215
Neste Largo foi colocado, já na segunda metade do séc. XX, o pano de fachada e respectiva bacia de recepção de águas, do demolido Chafariz das Mouras (demolido por falta de água), onde ainda hoje se mantêm.

Largo do Correio-Mor, sd, foto de Paulo Guedes, in

Largo do Correio-Mor, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 11 F, 1909, de Alber

Planta Topográfica de Lisboa 11 F, 1909, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Calçada do Conde de Penafiel, post. a 1902, foto

Calçada do Conde de Penafiel, post. a 1902, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Largo do Correio-Mor, e Calçada do Conde de Penaf

Largo do Correio-Mor, e Calçada do Conde de Penafiel, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Palácio Penafiel, e parte do Largo do Correio-Mor

 Palácio Penafiel, e parte do Largo do Correio-Mor, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Travessa da Mata e um extremo do Largo do Correio-

Travessa da Mata e um extremo do Largo do Correio-Mor , 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Fachada do antigo Chafariz das Mouras, no Largo do

Fachada do antigo Chafariz das Mouras, no Largo do Correio-Mor, foto retirada do Sítio da C.M.L.

Museu dos Coches e o "VExpo 2017 - Salão Internacional do Veículo Eléctrico, Híbrido e da Mobilidade Inteligente"

Lamentável, vergonhoso, são alguns dos advérbios e impropérios que me apetece utilizar acerca da utilização do Museu dos Coches, para a realização do "VExpo 2017 - Salão Internacional do Veículo Eléctrico, Híbrido e da Mobilidade Inteligente", nos próximos dias 25 a 28 de Maio.
Reaberto há poucos dias (19 de Maio), após uma inauguração que deixou muito a desejar quanto à qualidade do Museu, assistimos passados poucos dias à realização de um evento que coloca carros, sejam eléctricos sejam híbridos, a par da que é considerada a maior e mais importante colecção de Coches do Mundo.

Ou seja ao lado do Coche dos Oceanos, ou do Coche da Coroação de Lisboa (que faziam parte do conjunto de cinco coches temáticos e dez de acompanhamento que integraram o cortejo da Embaixada ao Papa Clemente XI, enviada a Roma pelo rei D. João V em 1716), podemos encontrar agora qualquer destas novas viaturas denominadas de "amigas do ambiente".

Será que não se encontraria em Lisboa outro espaço para tal evento?

Coche da coroação de lisboa, no velho Museu dos

Coche da coroação de lisboa, no "velho" Museu dos Coches, anos 50, foto de António Castelo Branco, in a.f. C.M.L.

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Publicidade ao evento, foto retirada da pág. motor24

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Assinatura do protocolo, foto retirada da pág. motor24

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 Imagem de promoção de uma marca, no antigo Museu dos Coches, foto retirada da pág. Zeev

Observatório Astronómico de Lisboa

O Observatório Astronómico de Lisboa foi construído na Tapada Real da Ajuda (as obras iniciaram-se em 1861), por iniciativa e financiamento de Dom Pedro V. De estilo Neo-Clássico, a sua planta é da autoria do Engenheiro Jean Colson, e seguiu o modelo do Observatório Astronómico de Poulkovo (S. Petersburgo), considerado o mais avançado da época.
O seguinte documento referencia a contribuição de D. Pedro para tal projecto:

"Vedoria da Casa Real

Tendo attenção ás urgências do Estado, Hei por bem ordenar, que da dotação que me fôra estabelecida, na conformidade da Carta Constitucional da Monarchia, se deduza a quantia de noventa e um contos duzentos e cincoenta mil réis (91:250$000) como donativo, espontaneo, que deverá verificar-se durante o anno de 1857-1858; e outrosim sou servido declarar que é minha vontade que d'esta somma sejam applicados trinta contos de réis (30:000$000) á fundação de um observatorio astronómico em Lisboa, e dez contos de réis (10:000$000) para enriquecer as collecções do Instituto Industrial d'esta capital, devendo a restante quantia de cincoenta e um contos duzentos e cincoenta mil réis (51:250$000) entrar na receita geral do Estado.
O Duque Mordomo-mór assim o tenha entendido e fará constar na Repartição competente. Paço, aos 31 de Janeiro de 1857, - Rei. - Duque Mordomo-mór. - Está conforme. - Gonçalo Jaime Aldim.
No Diar. do Gov. de 4 Fev., n.º 30."
in "COLLECÇÃO OFFICIAL DE LEGISLAÇÃO PORTUGUESA, ANNO DE 1857"

Observatório astronómico de Lisboa, sd, foto de

Observatório Astronómico de Lisboa, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Frederico Oom observando o eclipse do sol, no Obse

Frederico Oom registando a observação do eclipse do sol, no Observatório Astronómico de Lisboa, Abril de 1912, foto da colecção Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Frederico Oom registando a observação do eclipse

Frederico Oom registando a observação do eclipse do sol, no Observatório Astronómico de Lisboa, Abril de 1912, foto da colecção Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Observatório astronómico de Lisboa, sd, foto de

Observatório Astronómico de Lisboa, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Registando a observação do eclipse do sol, no ex

Registando a observação do eclipse do sol, no exterior do Observatório Astronómico de Lisboa, Abril de 1912, foto da colecção Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Fotografando o eclipse do sol na varanda do Observ

Fotografando o eclipse do sol na varanda do Observatório Astronómico de Lisboa, Abril de 1912, foto da colecção Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Panorâmica sobre a Tapada da Ajuda, destacando-se

Panorâmica sobre a Tapada da Ajuda, destacando-se o Observatório, 1906, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

A Bica do Desterro

"A Bica do Desterro, que foi fio de água corrente. Notam-se, ladeando a bica, que já não corre há anos, duas janelas ou frestas entaipadas, e com lindas colunas decorativas, de capitéis trabalhados, vindas talvez de outro sítio, graça de arte que deve datar do século XVI. Sôbre êste conjunto ostenta-se uma grande caravela, em pedra, de alto relêvo, das maiores que, neste género, e para a modéstia da Bica, se topam em Lisboa. Por cima de tudo - o muro florido de um quintal. A Bica do Desterro é anterior às primeiras edificações, ou delas coeva."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 4, pág. 67 e 68, de Norberto de Araújo

Bica do Desterro, 1051. foto de Eduardo Portugal,

Bica do Desterro, 1951, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Bica do Desterro, 1051. foto de Eduardo Portugal.j

Bica do Desterro, 1951, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Bica do Desterro, sd, foto do espólio de Eduardo

Bica do Desterro, s/d, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Capitéis e colunas retiradas da bica do Desterro,

Capitéis e colunas retiradas da bica do Desterro, 1964, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

 

Praça Marquês de Pombal, e o Plano do arquitecto Carlos Ramos

Com a demolição do Palácio do Conde Sabrosa em 1940, inicia-se o processo que em 1957, pelas mãos do arquitecto Carlos Ramos, e baseado num tributo ao plano de reconstrução pombalina da cidade, pretende a uniformização das fachadas dos edifícios do Marquês de Pombal.
Actualmente o Palacete Seixas, onde está instalada a sede do Instituto Camões, é o único dos edifícios que resistiu a esse plano, e como tal ainda se mantêm de pé.

Panorâmica da praça Marquês de Pombal, ant. 194

Pormenor de uma panorâmica da praça Marquês de Pombal, ant. 1940, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Vista aérea do Marquês de Pombal, c. 1934, foto

Vista aérea do Marquês de Pombal, c. 1934, foto de Pinheiro Correia, in a.f. C.M.L.

Visita da imprensa à maquete da futura praça Mar

Visita da Imprensa à maquete da futura praça Marquês de Pombal, 1958, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Maquete da futura praça Marquês de Pombal, 1958,

Maquete da futura praça Marquês de Pombal, 1958, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Panorâmica da praça Marquês de Pombal, vendo-se

Panorâmica da praça Marquês de Pombal, vendo-se à esquerda o local onde existiu o Palácio do Conde de Sabrosa demolido em 1940, e em frente um terreno para a construção do hotel Florida, 1958, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

Panorâmica da praça Marquês de Pombal, vendo-se

Panorâmica da praça Marquês de Pombal, vendo-se a construção do hotel Florida à esquerda da estátua, e à direita da mesma, a construção do Hotel Fénix, 1959, foto de Judah Benoliel, in a.f. C.M.L.

V centenário da morte do Infante Dom Henrique, or

V centenário da morte do Infante Dom Henrique, ornamentações, vendo-se ao centro o hotel Flórida, 1960, foto de Arnaldo Madureira, in a.f. C.M.L.

V centenário da morte do Infante Dom Henrique, or

V centenário da morte do Infante Dom Henrique, ornamentações vendo-se o hotel Fénix pouco antes da sua inauguração, 1960, foto de Arnaldo Madureira, in a.f. C.M.L.

Prédio  da BP em construção, 1961, foto de Augu

Prédio da BP em construção, 1961, foto de Augusto de Jesus Fernandes, in a.f. C.M.L.

Prédio encostado ao da BP em construção, 1961,

Prédio encostado ao da BP em construção, 1961, foto de Augusto de Jesus Fernandes, in a.f. C.M.L.

Clube Militar Naval, 1966, foto de Augusto de Jesu

Clube Militar Naval, 1966, foto de Augusto de Jesus Fernandes, in a.f. C.M.L.. Com o N.º 2 da Praça Marquês de Pombal, foi o último dos edifícios iniciais a ser demolido, decorria o ano de 1989.

Praça Marquês de Pombal, sd, foto de Paulo Guede

Praça Marquês de Pombal, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.. Só o edifício da direita se mantém de pé. É a sede do Instituto Camões.

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Antigo Palacete Seixas, actual Sede do Instituto Camões, o último resistente, 2016, foto do Instituto Camões 

Marquês de Pombal, 2009, Fotografia de Catalão M

Marquês de Pombal, 2009, Fotografia de Catalão Monteiro, in Biblioteca de Arte Fundação Calouste Gulbenkian

Marquês de Pombal, 2009, Fotografia de Catalão M

Marquês de Pombal, 2009, Fotografia de Catalão Monteiro, in Biblioteca de Arte Fundação Calouste Gulbenkian

 

Obras de pavimentação

Mais uma vez deparo-me com o "especial cuidado", com que os nossos amigos do Arquivo Municipal, fazem o seu trabalho. Desta vez dei de caras com uma foto "espelhada", ou seja alguém não se deu ao trabalho de confirmar se o negativo estava na posição correcta ou invertida horizontalmente. Segue-se a imagem corrigida, o "original", tal como consta do Arquivo, e uma outra com a verdadeira localização dos edifícios representados, para se perceber como este era um erro facilmente detectável.

Obras de pavimentação, bois puxando um cilindro,

Obras de pavimentação, bois puxando um cilindro, s/d, foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L. Foto corrigida

Obras de pavimentação, bois puxando um cilindro,

Obras de pavimentação, bois puxando um cilindro, s/d, foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L. Foto "original"

Palacete Sabrosa e o Palacete Gabriel José Ramire

Palacete Sabrosa e o Palacete Gabriel José Ramires, vistos da Rotunda, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L. Foto representativa da real disposição dos edifícios.

 

Abrigos nos Restauradores

Na sexta-feira, dia 18 de Maio de 1951, O periódico "Diário de Lisboa", noticiava o seguinte:
"Abrigos nos Restauradores - junto às paragens - de «eléctricos» e autocarros
Há muitos anos que se reclama a construção de alpendres, junto às paragens-zonas mais concorridas de passageiros de «eléctricos». Lisboa, tão exposta aos extremos de um sol ardente como de períodos de grandes chuvas, não tem ainda, à semelhança do que se faz lá fora, esses recintos de protecção de grandes massas de publico que aguarda a sua vez de tomar lugar nos transportes colectivos, não obstante a Companhia Carris ter feito já algumas tentativas, junto das entidades competentes.
A Câmara Municipal, porém a título experimental, resolveu agora dar começo à solução do problema, construindo os três primeiros toldos nos Restauradores.
Não se trata portanto, de pesados alpendres de cimento, resistentes às intempéries, mas de simples toldos alegres, assentes sobre ripas de madeira, devidamente cobertos por impermeáveis, e que ostentam, no topo dos postes negros e brancos, as armas doiradas da cidade - a nau de S. Vicente e os corvos vigilantes. Foram colocados junto das paragens dos autocarros, do lado oriental e, em frente, do lado ocidental, junto aos «eléctricos» do Campo Pequeno."

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Alpendres lado oriental dos Restauradores, post. 1951, foto de Estúdios Horácio Novais, in Biblioteca de Arte Fundação Calouste Gulbenkian

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Página do "Diário de Lisboa", de 18 de Maio de 1951, in Fundação Mário Soares

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 Alpendre do lado ocidental dos Restauradores, post. 1951, foto de Portimagem

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Os alpendres dos dois lados dos Restauradores, post. 1951, foto de Estúdios Horácio Novais, in Biblioteca de Arte Fundação Calouste Gulbenkian

Chafariz das Janelas Verdes

"O chafariz das Janelas Verdes foi edificado em 1775, situando-se numa vasta praça, na qual, para a tornar formosa como se encontra, se demoliram 6 casas, as quais foram pagas aos seus proprietários por 16 535$000 réis.
Estas casas pertenciam a José António Matheus, Josepha Maria e seus filhos, D. Maria do Nascimento Rosa (2 propriedades), Francisco Xavier da Costa Vilhena e aos cónegos camarários da Basílica de Santa Maria Maior (Sé).
Depois de construído o chafariz e o seu largo, o terreno que ficou devoluto foi doado por alvará, metade às freiras de Santo Alberto, que por sua vez a cederam ao Marquês de Pombal, o que foi confirmado por aviso de 14 de Agosto de 1811 e por escritura de 13 de Abril de 1812, e a outra metade a Maurício José Cremer Vanzeller. O bonito grupo escultórico que representa Vénus e Cupido foi esculpido pelo escultor António Machado, aluno de João de Almeida, e importou em 600$000 réis."
in "Olisipo" : boletim do Grupo "Amigos de Lisboa", N.º 146-147-148

Chafariz das Janelas Verdes, sd, foto de Leilão S

Chafariz das Janelas Verdes, s/d, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 8 E, 1910, de Albert

Planta Topográfica de Lisboa, 8 E, 1910, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Chafariz das Janelas Verdes, anos 40, foto de Fern

Chafariz das Janelas Verdes, anos 40, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

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in "Memoria sobre chafarizes, bicas, fontes, e poços públicos de Lisboa, Belem e muitos logares do termo", de José Sergio Velloso d'Andrade

Chafariz das Janelas Verdes, sd, foto de José Cha

Chafariz das Janelas Verdes, s/d, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

Escola Médica

A Escola Médica, situada a poente do Campo Mártires da Pátria, assenta onde outrora existiu a Praça de Touros do Campo de Sant'Ana, sendo inaugurada em Abril de 1906. O projecto inicial foi do arquitecto José Maria Nepomuceno e do engenheiro Cabral Couceiro, substituídos depois pelo arquitecto Leonel Gaia (que deu uma variante ao primeiro risco), e pelos engenheiros Abecassis e Borges de Castro. Foi António Cândido, Ministro do Reino, quem deu o principal impulso às obras.
A instituição data de 25 de Junho de 1825, tempo de D. João VI, que criara a Real Escola de Cirurgia no Hospital de S. José. Em 29 de Dezembro de 1836 a Real Escola converteu-se, em Escola Médica, designação que subsistiu até à criação da Universidade de Lisboa, a 22 de Março de 1911, e com ela a Faculdade de Medicina, que data de 22 de Novembro do mesmo ano.

Defronte da fachada da Escola Médica pode-se observar a Estátua do Dr. Sousa Martins, inaugurada em 7 de Março de 1907, e obra de Costa Mota. Esta estátua substituiu uma outra, que não resistindo às criticas, veio a ser apeadada, da autoria do escultor Queiroz Ribeiro, e que tinha sido inaugurada em 7 de Março de 1900. A repetição da data - 7 de Março - corresponde à data natalícia de Sousa Martins.
Bibliografia:

"Peregrinações em Lisboa", Livro 4, de Norberto de Araújo

"Olisipo" : boletim do grupo «Amigos de Lisboa», Ano II, n.º 6, Abril de 1939

Construção da Escola Médica, e o antigo monumen

Construção da Escola Médica, e o antigo monumento ao Dr. Sousa Martins, c. 1905, foto do Espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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Escola Médica no Campo dos Mártires da Pátria, in A.M.L.

Escola Médica no Campo dos Mártires da Pátria1.

Escola Médica no Campo dos Mártires da Pátria, in A.M.L.

Escola Médica, ant. 1910, foto de José Chaves Cr

Escola Médica, ant. 1910, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

Escola Médica, sala de aula, sd, foto de Alberto

Escola Médica, sala de aula, s/d, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Escola Médica, sala dos Actos Grandes - o pintor

Escola Médica, sala dos Actos Grandes - o pintor Veloso Salgado trabalha no panneaux do friso que ornamenta o lado esquerdo da sala, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Escola Médica - Pasteur, pintura mural de Veloso

Escola Médica - Pasteur, pintura mural de Veloso Salgado, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Galeno - pintura mural de Veloso Salgado, 1906, fo

 Galeno - pintura mural de Veloso Salgado, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Harvey - pintura mural de Veloso Salgado, 1906, fo

 Harvey - pintura mural de Veloso Salgado, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Hipócrates - fragmento da pintura mural de Veloso

Hipócrates - fragmento da pintura mural de Veloso Salgado, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Ienner - pintura mural de Veloso Salgado, 1906, fo

Ienner - pintura mural de Veloso Salgado, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Pasteur rodeado dos seus discípulos - pintura mur

Pasteur rodeado dos seus discípulos - pintura mural de Veloso Salgado, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Pitágoras - pintura mural de Veloso Salgado, 1906

Pitágoras - pintura mural de Veloso Salgado, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Escola Médica no Campo dos Mártires da Pátria.

Escola Médica no Campo dos Mártires da Pátria. Tecto do gabinete real, pintura de José Malhoa, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Rei Dom Carlos, retrato a óleo de José Malhoa, c

Rei Dom Carlos, retrato a óleo de José Malhoa, colocado na sala dos Actos Grandes da Escola Médica, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Escola Médica, sala dos Passos Perdidos - figura

Escola Médica, sala dos Passos Perdidos - figura central do tecto, pintada por João Vaz, 1906, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Monumento a Sousa Martins e a escola Médica, post

Monumento ao Dr. Sousa Martins e a Escola Médica, post. 1907, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

 

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