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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Golpe de Estado de 14 de Maio de 1915

"Na madrugada de 13 para 14, um extenso e intenso movimento revolucionario derrubou o gabinete Pimenta de Castro e determinou o advento de um governo nacional. A Republica, que durante a ditadura revestira um caracter essencialmente conservador, orientou-se agora, mercê da revolução, n'um sentido rasgadamente liberal e democratico. O acto revolucionario, mais impetuoso e mais sangrento que o 5 de outubro, caracterisou-se pela organisação segura e pela execução firme e rigorosa dos planos de ataque, a que correspondeu, por parte do governo, uma notavel falta de coordenação, de synergia e de nitidez nos planos de defeza"

in Ilustração Portuguesa, 2.ª série, n.º 483, 24 de Maio de 1915

Revolução de 14 de Maio de 1915, foto de Anselmo

Revolução de 14 de Maio de 1915, foto de Anselmo Franco, in a.f. C.M.L.

Normalmente esquecido, no meio das várias convulsões que ocorreram na sociedade portuguesa na segunda década do século XX, o golpe de estado de 14 de Maio de 1915 foi a mais sangrenta revolta ocorrida em Portugal no decurso do século XX e levou mesmo à intervenção estrangeira no país, em plena I guerra mundial.
in http://www.areamilitar.net/HISTbcr.aspx?N=143

O tenente coronel Paulino de Andrade, declara ao s

O tenente coronel Paulino de Andrade, declara ao senador Bernardino Machado, a ordem do governo proibindo a entrada no Parlamento, foto de Anselmo Franco, in a.f. C.M.L.

O palácio do Congresso em São Bento cercado por

O palácio do Congresso em São Bento cercado por forças da polícia e infantaria da guarda Nacional Republicana que, por ordem do governo, impediu a reunião dos parlamentares, foto de Anselmo Franco, in a.f. C.M.L.

Prisão da vereação municipal, presidida pelo do

Prisão da vereação municipal, presidida pelo doutor Levi Marques da Costa, por discordar do governo autoritário de Pimenta de Castro, foto de Anselmo Franco, in a.f. C.M.L.

 

Casa Correia Leite

Casa da Srª D. Amélia Augusta Pereira Leite, situada no cruzamento da Avenida Ressano Garcia (actual Av. da República), com a Avenida de Berna, o projecto deve-se a Manuel Joaquim Norte Júnior em 1908.
Em 1933 a moradia foi adquirida em hasta pública pelo Banco Nacional Ultramarino devido à falência da entidade proprietária, a casa bancária "Correia, Leite, Santos & Cª Lda."
Em 1937 o edifício é arrendado para instalar os serviços da Inspecção Geral das Indústrias e Comércio Agrícolas.
Em 29 setembro de 1977, o edifício foi classificado como Valor Concelhio, publicado no decreto n.º 129, DR 226

Casa Correia Leite, foto de Paulo Guedes, in a.f.

Casa Correia Leite, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

 "Casa unifamiliar semelhante a outras riscados por Norte Júnior, onde o investimento decorativo assume particular relevância na composição geral. A decoração concentra-se sobretudo no corpo que torneja, adquirindo este movimento pelo uso do arco pleno. No ângulo sobressaem o torreão de secção circular, com cobertura bolbosa, e as varandas que, fruto do recuo da caixa murária, se podem desenvolver no 1º e 2º pisos até à face dos panos laterais. A ornamentação concebida para três panos e obedecendo ao princípio do simetrismo, conjuga pilastras almofadadas, acrescidas de conchas e folhagens, com outros molduramentos, como os que, nos panos laterais, coroam as janelas do 1º piso - acima das vergas tomando a forma de frontões triangulares - , ou os que inscrevem a fenestração do 2º piso - em arcos plenos -, ou ainda o recorte do alçado, terminando em arco pleno alteado de verga ressaltada e ladeado por pequenos frontões de lanços. Acresce ainda a aplicação dos gradeamentos de ferro em varandas e sacadas, cujo desenho assenta na combinação de volutas, jarrões e aletas. Esta concentração decorativa esbate-se, gradualmente, nos outros corpos, sendo um deles bastante despojado."

in http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3188

Planta Topográfica de Lisboa 10 M, de Maio de 190

Planta Topográfica de Lisboa 10 M, de Maio de 1908, in A.M.L.

Ajardinamento do Campo dos Mártires da Pátria

Campo dos Mártires da Pátria, também denominado «Campo Santana»

Em 1895, quatro anos depois de ter sido demolida a praça de touros, o planalto de Santana foi transformado num jardim, que se estende num hexágono irregular, entre o Largo do Mitelo e o Torel.

in http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/75031

Ajardinamento do Campo dos Mártires da Pátria, p

Ajardinamento do Campo dos Mártires da Pátria, pós 1907, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Projecto do arranjo do jardim de Braancamp Freire

Projecto do arranjo do jardim de Braancamp Freire e do campo dos Mártires da Pátria, in A.M.L.

Projecto do arranjo do jardim de Braancamp Freire

Projecto do arranjo do jardim de Braancamp Freire e do campo dos Mártires da Pátria, in A.M.L.

Projecto do arranjo do jardim de Braancamp Freire

Projecto do arranjo do jardim de Braancamp Freire e do campo dos Mártires da Pátria, in A.M.L.

Ajardinamento do Campo dos Mártires da Pátria.jp

Ajardinamento do Campo dos Mártires da Pátria, pós 1907, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Galerias Romanas da Rua da Prata

"Foi n'um velho codice d'Alcobaça, escripto por fr. José de S. Lourenço, a tinta côr de ferrugem, com uma planta vaga, que pela primeira vez se deu noticia do subterraneo existente na rua da Prata entre as dos Retrozeiros e S. Julião...Correram os annos, e após o terremoto alguem visitou tambem esses trechos mysteriosos da velha cidade até que em 1859, ao fazer-se o cano de exgoto da rua da Prata, um picareta batendo n'um corpo rijo lançou o alarme de que existiam ali rochedos. Continuaram a excavação; uma grande pedra rolou e deixou a descoberto um buraco negro e profundo d'onde vinha como a soada d'agua a marulhar...a Camara Municipal mandou averiguar...Desceram várias pessoas, visitaram o logar n'uma canôa e á luz d'archotes; o bibliotecário Francisco Martins d'Andrade deixou um relatorio e uma planta foi levantada; encontraram-se por lá boccados de marmores claros e outros veiados d'azul e trouxe-se a convicção que as cryptas vistas, segundo dizia o monge d'Alcobaça, que a bocca do inferno, tão temida pelos trabalhadores, eram os restos d'umas thermas romanas que deviam datar da epoca de Tiberio. em 1868 novamente lá se desceu para acabamento d'obras e depois aquilo fechou-se, fez-se d'ali um reservatorio, com a sua tampa de ferro mandada ajustar pelo corpo de bombeiros, para em caso de incendio se utilisar desde que houvesse mingua d'aguas nas visinhanças.
Visitamos esse suterraneo...mergulhámos pela abertura negra d'onde a agua fôra exgotada durante cinco horas consecutivas por bombas poderosas..."
in Ilustração Portuguesa, 2.ª série, n.º 191, 18 de Outubro de 1909

O fotógrafo Joshua Benoliel falando com o chefe C

O fotógrafo Joshua Benoliel falando com o chefe Carvalho nas galerias romanas da rua da Prata, Out. de 1910, Foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Galerias romanas dedicadas a Esculápio, nas ruas

Fotografia de uma planta das termas romanas nas ruas da Prata e dos Retroseiros, e cortes reconstituídos com os desenhos incompletos e inexactos de Joaquim José Ferreira (1770), de frei José de S. Lourenço (1780) e do geómetro Francisco de Almeida e Silva (junho de 1859), foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Desenho das galerias romanas, foto de Eduardo Port

Desenho das galerias romanas, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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 Vários Subterrâneos achados na Baixa da Cidade - http://purl.pt/26052/2/

Bomba a vapor dos Bombeiros Municipais bombeando a

Bomba a vapor dos Bombeiros Municipais bombeando a água das galerias romanas, Out. de 1910, Foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L. 

O chefe dos Bombeiros, Carvalho, nas galerias roma

O chefe dos Bombeiros, Carvalho, nas galerias romanas na rua da Prata, Out. de 1910, Foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

O conselheiro Emídio Lino da Silva, comandante do

O conselheiro Emídio Lino da Silva, comandante dos bombeiros, desce para as galerias romanas, na rua da Prata, Out. de 1910, Foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Galerias romanas na rua da Prata, Out. de 1910, Foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

 

Capela de Nossa Senhora do Monte

"Quem quiser gozar uma das mais lindas vistas da nossa querida Lisboa, não tem mais do que subir a íngreme Calçada do Monte e chegando ao topo, disfrutar de um lindíssimo panorama da nossa Lisboa.
Ora quem vai a esse elevado ponto da capital pode visitar a ermida de Nossa Senhora do Monte e S. Gens.
Em 1147, quando D. Afonso Henriques tomou a cidade aos mouros, vieram quatro ermitas de santo agostinho na armada cristã estangeira que aproou ao Tejo e ajudou o nosso primeiro monarca nesse empreendimento. O povo cristão, querendo eternizar a memória do seu tão querido prelado, aproveitou estes êxitos para oferecer a esses eremitas um local no sopé do Monte (ponto antigamente muito respeitado pelo povo, em virtude de ser aí que S. Gens, segundo bispo de Lisboa, sentado na sua cadeira, havia pregado a lei do Crucificado) onde havia, em grande adoração, debaixo de um alpendre, a cadeira de S. Gens.
Os eremitas, atendendo às virtudes do insigne mártir e aos desejos dos moradores daqueles sítios, fizeram aí a sua primeira moradia em 1148, com uma ermidinha ao pé, onde veneravam como padroeira do reino uma perfeita imagem de Nossa Senhora, e dentro dessa ermida colocaram a milagrosa cadeira.
Foi esta primeira ermida levantada à memória deste mártir português, e a primeira residência dos eremitas de santo agostinho, com o nome de S. Gens, razão porque o povo mais tarde lhes chamava Frades de S. Gens.
Até ao começo do século XIII, existiram a ermida e o eremitório, e foi nessa data que uma nobre dama - Dona Susana - proprietária daquelas vizinhanças, ao ver o desconforto em que os frades viviam, lhes doou todas as terras que lhepertenciam no alto do Monte, para lá residirem, mandou edificar, em 1243, outra ermida em memória desse santo bispo, e para esta nova ermida foram passadas todas as imagens e a citada cadeira. Como porém, aqui a devoção a Nossa Senhora aumentasse, o povo foi-lhe chamando Senhora do monte."
Texto adaptado do original, de Henrique Marques Júnior, in Olisipo : boletim do Grupo "Amigos de Lisboa", A. IX, n.º 33, Janeiro 1946

Capela de Nossa Senhora do Monte, foto de Paulo Gu

Capela de Nossa Senhora do Monte, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

"Séc. 13 - doação de uma devota aos eremitas de Santo Agostinho dos terrenos que compreendiam o cabeço do Monte para a construção de uma ermida, para substituir a primitiva capela de São Gens, situada a meia encosta; 1271 - os eremitas de Santo Agostinho mudam-se para o monte vizinho (onde viriam a edificar o convento da Graça); com a sua saída, a cadeira de São Gens, objecto de grande devoção popular, foi colocada no alpendre da capela, esta foi então entregue à irmandade de São Gens; 1306 - os Agostinhos pretendem recuperar a posse da ermida, o que conseguem, ficando a ermida a ser governada por um capelão (religioso do convento da Graça eleito em capítulo) que aí residia com um donato; séc. 18, 1.ª metade - execução de um presépio, talvez por António Ferreira; 1755, 01 novembro - a ermida é completamente destruída pelo terramoto e rapidamente substituída por uma provisória em madeira; 1757 - a ermida já se se encontra reconstruída e a cadeira de São Gens é recolocada no interior; remodelação do presépio; 1758, 10 abril - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco dos Anjos, António Carlos de Oliveira, é referido que a capela é administrada pelos religiosos do Mosteiro da Graça, possuindo uma imagem alvo de grande devoção e romagem, sendo também alvo de grande devoção a imagem e cadeira de São Gens, onde se sentam as grávidas, a pedir um bom parto; séc. 19 - feitura de algumas peças para o presépio, nomeadamente um gurpo de vendedoras; reconstrução da capela pelo arquiteto Honorato José Correia de Macedo e Sá; 1834 - 1835 - as propriedades dos Agostinhos no Monte são adquiridas por Clemente José Monteiro, a quem o Governo confia a conservação e manutenção do culto na ermida; 1848 - falecimento de Clemente José Monteiro e reorganização da antiga irmandade dos Escravos de São Gens e de Nossa Senhora do Monte; 1969 - estragos provocados pelo sismo; 1999, 11 agosto - elaboração da Carta de Risco do imóvel pela DGEMN."
in http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5009

Cadeira de São Gens.jpg

 Cadeira de São Gens, foto C.M.L.

A cadeira de São Gens ainda hoje é procurada por mulheres grávidas. Ainda existe a crença de que o facto de se sentarem na cadeira lhes propícia, supostamente, uma "boa e curta hora" na altura do parto.

Miradouro da Senhora do Monte, 1959, foto de Arnal

Miradouro da Senhora do Monte, 1959, foto de Arnaldo Madureira, in a.f. C.M.L.

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Miradouro da Senhora do Monte, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Padrão erguido em 1148, foto de Bárcia.jpg

Padrão erguido em 1148, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

A 1ª Festa da Flor em Lisboa

"A Primavera este ano, antecipou-se. As senhoras de Lisboa quiseram que ela nos sorrisse, em pleno explendor, uma semana antes do calendario marcar a sua florida entrada n'este doce ceu peninsular...Sobe a algumas dezenas de contos a importancia total que o gentilissimo mercado de flores alcançou, n'essa tarde, para a nobre e piedosa obra de protéção aos nossos soldados em guerra. Mas, mais do que a soma, avultadissima para o nosso meio, obtida pelo encantador gesto de piedade das vendedoras, a tarde de 15 de março vale como uma lição de simpatia e de ternura. Pela primeira vez, Lisboa viu, nas suas ruas e nas suas praças, uma multidão elegante, delicada, aristocratica apear-se dos seus automoveis e das suas carruagens, descer dos seus salões - e, alegre, amavel, misturar-se com o povo, confiando-se, sorrindo, á sua grande alma de dôr e de trabalho."
in Ilustração Portuguesa, 2.ª série, n.º 579, 26 de Março de 1917

A venda da flor, foi uma iniciativa de Genoveva da Lima Mayer Ulrich, a favor das vítimas da 1ª Grande Guerra (1914-1918).

Primeira venda da flor, Março de 1917, foto de Jo

Primeira venda da flor, Março de 1917, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Primeira venda da flor, Março de 1917, foto de Jo

Primeira venda da flor, Março de 1917, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Primeira venda da flor, Março de 1917, foto de Jo

Primeira venda da flor, Março de 1917, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Primeira venda da flor, Março de 1917, foto de Jo

Primeira venda da flor, Março de 1917, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Venda da flor, senhoras junto da estação do Ross

Venda da flor, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Paço de São Cristóvão - Palácio dos Marqueses de Vagos

Paços de São Cristóvão desde os séculos XV e XVI. No tempo de Dom João II pertenceram a Dom Álvaro de Bragança, regedor das Justiças, filho de Dom Fernando, 1º Duque de Bragança. Aqui se reuniram, em 1456, as Cortes para aclamarem Dom João II.
Este palácio ergueu-se no local em que habitou D. Leonor, a filha do Rei D.Duarte. Foi reedificado no tempo de D. João V, ficando arruinado com o terramoto de 1755 e o posterior incêndio. Todavia, do séc. XVIII, manteve-se a fachada com as cantarias e janelas de traça joanina. 

Palácio dos Marqueses de Vagos, 1944, foto de Edu

Palácio dos Marqueses de Vagos, 1944, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

"1451 - o palácio, então referenciado como "paço a par de São Cristovão", foi palco de festividades por ocasião do casamento de D. Leonor filha de D. Duarte e irmã de D. Afonso V; aí vem a residir, depois, D. Álvaro, filho segundo do duque de Bragança (D. Fernando), tornando-se posteriormente casa dos condes de Aveiras e marqueses de Vagos, como morgado do Regedor, instituído por João da Silva, regedor das Justiças; 1657 - ampliação do palácio, com a construção de uma galeria sobre o pavimento das casas e 2 estrebarias por baixo, construídas por João Ferreira e André de Faria; 1660 - medição e avaliação das obras realizadas, assinada por João Nunes Tinoco: telhados mouriscos, guarnições de paredes da face do pátio, parede da galeria de cima e paredes novas debaixo da galeria e guarnições do frontal; séc. 18, 1º quartel - reedificação do Palácio; 1728 - avaliação das obras, por António Gomes Figueiró e Cª.; 1755, 1 Novembro - os danos causados pelo terramoto, e subsequente incêndio, implicaram uma campanha de obras significativa; 1861 - referido como Pátio do Marquês de Vagos, funcionou como habitação plurifamiliar, sobretudo no que se refere às salas do andar nobre; 1863 - o marquês de Vagos, proprietário do Palácio, recebeu confirmação régia do seu cargo de Regedor; 1864 - venda do edifício, efectuando o novo proprietário obras de ampliação da ala S. que foi acrescentada de um andar; séc. 19 - Placagem em cantaria de calcário do muro em que se encontra o portal manuelino; 1913 - instalação no imóvel da Associação de Socorros Mútuos dos Empregados do Comércio de Lisboa; 1937 - 1939 - Campanha de obras em que foi ampliada a ala O. e se construiu um pavilhão anexo; 2006, 22 Agosto - parecer da DRCLisboa para definição de Zona Especial de Protecção conjunta do castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente; 2011, 10 Outubro - o Conselho Nacional de Cultura propõe o arquivamento de definição de Zona Especial de Protecção; 18 Outubro - Despacho do director do IGESPAR a concordar com o parecer e a pedir novas definições de Zona Especial de Protecção."

in http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=20178

Atlas da carta topográfica de Lisboa, Nº 43, de

Atlas da carta topográfica de Lisboa, nº 43, de Filipe Folque, in A.M.L.

Palácio dos Marqueses de Vagos, portal manuelino.

Palácio dos Marqueses de Vagos, portal manuelino, foto de Machado & Sousa, in a.f. C.M.L.

Palácio dos Marqueses de Vagos, fotógrafo ni.jpg

Palácio dos Marqueses de Vagos, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

 

Recolhimento de Lázaro Leitão

"Passada a porta entra-se num átrio, a antiga portaria, podendo observar-se na parede da esquerda o lugar da “roda”, ponto de comunicação com o exterior, para abastecimento da casa, saída e entrada de correspondência, etc.
Na sala contígua à portaria conservavam-se em meados do século passado, retratos a óleo de D. Lázaro Leitão Aranha, de duas sobrinhas do fundador (as quais muito demandaram com a justiça depois da morte de seu tio) e, ainda, um retrato do rei D. João V.
À direita do átrio abria-se a igreja onde, na antiga capela mor, se guarda, ainda, o túmulo do fundador do Recolhimento, o cónego Lázaro Leitão Aranha. De referir que a igreja dispunha de belíssimos retábulos encomendados em Roma que embelezavam o altar-mor e duas capelas laterais, os quais entretanto levaram sumiço ou apodreceram com o tempo..."
in http://www.crnsa.org/index.php/home-4/14-destaques-2/165-visita-ao-recolhimento-de-lazaro-leitao-2

Recolhimento de Lázaro Leitão, foto de Eduardo P

 Recolhimento de Lázaro Leitão, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

"1747 - fundação de um recolhimento, por acção do cónego da Sé Patriarcal de Lisboa, Lázaro Leitão Aranha, com a invocação de Nossa Senhora dos Anjos e destinado a albergar viúvas pobres ainda que preferencialmente de ascendência nobre"

in http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5044

Planta Topográfica de Lisboa, 13 H.jpg

Planta Topográfica de Lisboa, 13 H, in A.M.L.

Arco da travessa do Recolhimento de Lázaro Leitã

Arco da travessa do Recolhimento de Lázaro Leitão, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

Recolhimento de Lázaro Leitão, foto de Bárcia.j

Recolhimento de Lázaro Leitão, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Casa das Varandas

Construção do século XIX, coroada de ática e com varandas de sacada, com varões de mó, estilo Dom João V. O prédio das varandas foi construido, como hoje se apresenta, em 1805. O edifício inicial remonta ao século XVI, tendo sido destruido pelo terramoto de 1755 e depois de restaurado foi novamente destruido por um incêndio em 1781

 

Casa das Varandas, foto de Artur Pastor, in a.f. C

Casa das Varandas, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

"Prédio contíguo,localizado a nascente da Casa dos Bicos,cuja edificação data do séc. XVI,recomendada por
D. Manuel I,em Carta de 1508,no local de 'hum chão' (actual R. dos Bacalhoeiros).Há conhecimento que
estes edifícios sofreram restauros e possíveis acrescentos,durante os anos 40 do séc. XVIII,por parte de
D. Rodrigo de Menezes.Após o terramoto de 1755,que afectou muito as suas fachadas,sobreviveram apenas as
cantarias das lojas,das sobrelojas e dos três andares,preenchidos por nove varandas de balaústres em
ferro,cada uma associada a janela de lintel,friso e cornija,ao gosto setecentista (ex:dupla e recta e de
chaveta),tendo sido objecto de reconstrução,em 1761,por Francisco Crespo.Finalmente,depois de um
incêndio,assistiu-se à intervenção de 1803-1805,por parte de Domingos José de Sousa,onde foram
acrescentados dois andares,de varanda corrida de base rectangular,os quais fizeram a ligação dos dois
prédios,aproveitando paredões e elementos ornamentais existentes.Temos,assim,por um lado,o prédio da
porta nº6B e montras envidraçadas dos nºs 6,6C e 6D da R. dos Bacalhoeiros,com serventia dos andares
através da R. Afonso de Albuquerque e,por outro lado,o prédio das quatro portas contíguas à Casa dos
Bicos, nºs 8A,8B,8D e 8C (montra),com acesso aos andares pelo nº8,porta esta que se distingue por possuir
um lintel ou moldura superior abaulada,semelhante ao das janelas localizadas por cima,sobre o qual se
inscreve uma dupla cornija recta de cantaria,e cujas varandas sobrepostas apresentam balaustradas
rectas,que diferem das restantes abauladas,estando delimitadas,verticalmente,por pilastras lisas de
cantaria,o que contribui para quebrar de forma harmoniosa o ritmo desta fachada.Trata-se,portanto,de uma
peça arquitectónica que associa elementos formais de arquitectura erudita a uma composição de fachada sem
hierarquização de pisos ou de fenestração,traduzindo uma uniformização e repetitividade de composição."
in http://www.cm-lisboa.pt/en/equipments/equipment/info/casa-das-varandas

Casa das Varandas, foto Estúdios Mário Novais.jp

Casa das Varandas, foto Estúdio Mário Novais, in a.f. C.M.L.

Planta da casa das varandas com a divisão dos Pra

Planta da casa das varandas com a divisão dos Prazos, 1941, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Casa das Varandas e Casa dos Bicos, 1941, foto de

Casa das Varandas e Casa dos Bicos, 1941, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Procissão do Corpo de Deus

"Celebrada em Lisboa, a festa do Corpo de Deus incluiu a Procissão, pela primeira vez, em 1389. Eram os tempos da consolidação da autonomia face a Castela e do bom ambiente criado pelas vitórias bélicas de Nuno Álvares e da influência cultural britânica (a ponto de S. Jorge - devoção inglesa, vencedor do Mal, do Dragão - ser considerado Padroeiro de Portugal).
Por isso, à solenidade do Corpus Christi juntou-se a festa de S. Jorge. Desta junção, resultou a magnificência da Procissão da capital. A festa chegou a atingir surpreendente grandiosidade no tempo de D. João V, incorporando a Procissão incorporava, desde logo, as associações socioprofissionais e também as delegações das diversas Ordens Religiosas de Lisboa (Agostinhos, Beneditinos, Dominicanos, Franciscanos, Ordem de Cristo...) e militares. No cortejo, avultava a figura de S. Jorge a cavalo e a Serpe, ou dragão infernal (do tipo chinês, locomovido por figurantes), contra o qual S. Jorge lutava."
in http://www.snpcultura.org/arquivo_vemos_ouvimos_e_lemos_procissao_do_corpo_de_deus_na_baixa_de_lisboa.html

Procissão do Corpo de Deus à saída da Sé.jpg

Procissão do Corpo de Deus à saída da Sé, foto de Johua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Procissão do Corpo de Deus. Dom Manuel II, o infa

Procissão do Corpo de Deus. Dom Manuel II, o infante Dom Afonso e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa pegam nas varas do pálio. O rei com o manto de Sâo Tiago, 21 Junho 1908, foto de Johua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Procissão do Corpo de Deus.jpg

 Procissão do Corpo de Deus, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

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