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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Ermida de S. Crispim

"Olha agora esta trivial frontaria da ermida de S. Crispim e S. Crispriano, santos cujos nomes têm ressonância olisiponense, pois foi em dia de festa dêstes mártires - 25 de Outubro - que Afonso Henriques tomou Lisboa aos mouros. Este pequeno templo é posterior ao Terramoto e foi erguido em 1786-1790; a primitiva ermida de S. Crispim ficava um pouco mais acima, na encosta que sobe pelas escadinhas de S. Crispim de hoje à Rua do Milagre de Santo António, já perto da primitiva Porta da Alfofa.
O velho S. Crispim, que o Terramoto arrasou, datava de 1564-1572, e foi fundado pela irmandade dos Sapateiros, templo tão embelezado de talha doirada que se dizia «que era cosido de oiro».
D. Afonso de Menezes, filho do Conde de Penela, possuía neste sítio um terreno, do qual pagava dois tostões de fôro à Cidade, e a pedido o doou à dita irmandade, «e isto consentindo nisso a Cidade, e não de outra sorte».
O novo templo de S. Crispim foi inaugurado em tempo do Patriarca de Lisboa D. José II, e tem beneficiado de várias obras, as últimas das quais em 1935-1936. A fachada, é simples: à altura da cimalha do portal corre uma legenda em extenso, a toda a largura, que atesta a história do velho e moderno templo. Interiormente, a Ermida, da antiga Irmandade dos Sapateiros, é graciosa; no altar da capela mór existe a imagem de N. Sr.ª do Pôrto,cuja irmandade remontava ao século XVI, isto é: ao tempo da primitiva fundação."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 2, pág. 25, de Norberto de Araújo.
Actualmente na Ermida, está instalada a Igreja Ortodoxa Romena.

Ermida de São Crispim e São Crispiniano, 1901, f

Ermida de São Crispim e São Crispiniano, interior, 1907, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Lápide na frontaria da ermida de São Crispim, 19

 Lápide na frontaria da ermida de São Crispim, 1907, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

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Lápide na frontaria da ermida de São Crispim, 1907, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Ermida de São Crispim e São Crispiniano, 1901, f

Ermida de São Crispim e São Crispiniano, na Rua de S. Mamede, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Posto Marítimo de Desinfecção

Inaugurado a 5 de Março de 1906, por Sua Majestade o Rei Dom Carlos e pelo Presidente do Conselho e Ministro do Reino Hintze Ribeiro, o posto de desinfecção do porto de Lisboa, veio substituir o Lazareto de Lisboa (instalado na Torre de São Sebastião da Caparica, também conhecida como Torre Velha), onde se fazia a quarentena às pessoas e mercadorias vindas de barco, como forma de prevenção contra epidemias.
Escrevia a Revista "Brasil - Portugal" na fase final da construção deste posto o seguinte:
"Era tempo de acabar com as dificuldades e empecilhos levantados a cada passo com as cautellas pela saude publica, a qual saude se embuseava timorata atraz dos muros do lazareto, de trabuco engatilhado e apontado ao papão da febre amarella.
De uma cajadada mata-se uma enfiada de coelhos: civilisamo-nos - attraimos concorrencia - mettemos dinheiro na bolsa - estrangulamos sem piedade o catraeiro lisboeta.
Com o posto de desinfecção dão a alma ao vento as quarentenas e as respectivas contas de hotel e adjacentes - acabam as travessias nas execradas jaulas para transporte de pestiferos - as idas e vindas por causa da bagagem - as gorjetas arrelientas - a exploração de carroceiros e demais personagens da beira-rio - e pômos em terra firme o passageiro sem quisilias e má vontade contra os selvagens que até agora os recebiam com duas pedras em cada mão...Vae começar uma nova era de liberdade, amigos. Não mais emparedamentos nas enxovias da Outra Banda. Os paquetes que vos transportarem passarão de largo e virão depôr-vos delicadamente n'um caes ao nivel dos tombadilhos, de onde podereis mandar parar o primeiro electrico que passe ahi por alturas da rocha do Conde de Obidos, a qual rocha demora a 10 minutos do Rocio, onde o «dador da carta» vos fará um gracioso «salamalek» de boas-vindas...Entretanto aqui vos deixamos algumas notas explicativas da nova instalação.
Occupa o posto de desinfecção uma area de 8.500 metros. Voltado ao Tejo, prolonga-o um caes acostavel com 300 metros de extensão, podendo atracar a elle tres navios de alto bordo. O caes é servido por carris para transporte rapido de bagagens.
Ha dois armazens espaçosos (700 m. quadrados), dois para a fiscalização da alfandega e uma casa de despacho.
Terá seis camaras de desinfecção pelo sulphoroso (700 m. quadrados), tres estufas para desinfecção pelo vapor (systema Genate) e uma casa de machinas e apparelho Clayton.
O bastante para desimpedir em menos de uma hora tres grandes paquetes, se vierem acostar ao mesmo tempo.
Temos depois dependencias indispensaveis - habitações vastas e commodas para o director, para o chefe dos serviços alfandegarios, para o medico adjunto e para dois fiscaes.
E no interior estabelecimento para banhos de desinfecção do pessoal menor, e salas de espera para os passageiros das varias classes, e «toilettes» espaçosas e arejadas para senhoras.
Para o caso impropavel da não acostagem dos paquetes (se um motivo de pressa a isso os forçar) haverá um vapor e duas gondolas cobertas e decoradas para transporte rapido de passageiros - serviço gratuito...Uma nota para as companhias de navegação:
O caes de acostagem desce a oito braças de fundo na baixa mar. Não haverá quilha que lhe chegue."

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 Posto Marítimo de Desinfecção, post. 1906, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

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in "Brasil-Portugal : revista quinzenal illustrada", Hemeroteca Digital C.M.L.

Grupo de pescadores poveiros regressados do Brasil

Grupo de pescadores poveiros regressados do Brasil, junto ao posto de Desinfecção, 1920, foto da Colecção Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

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in "Brasil-Portugal : revista quinzenal illustrada", Hemeroteca Digital C.M.L.

Alfredo Magalhães com o ministro dos Estrangeiros

Alfredo Magalhães com o ministro dos Estrangeiros, Bernardino Machado, à saída do posto de desinfecção, quando regressava do Funchal, 1911, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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in "Brasil-Portugal : revista quinzenal illustrada", Hemeroteca Digital C.M.L.

Posto Marítimo de Desinfecção e Estação de Sa

Posto Marítimo de Desinfecção, post. 1906, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

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in "Brasil-Portugal : revista quinzenal illustrada", Hemeroteca Digital C.M.L.

Posto Marítimo de Desinfecção, 1911, foto de Jo

Posto Marítimo de Desinfecção, 1911, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Posto Marítimo de Desinfecção, post. 1906, foto

Posto Marítimo de Desinfecção, post. 1906, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

 

 

Aljube

"Aí temos o Aljube, um problema histórico do sítio. É um casarão inexpressivo, reconstituído de outro antigo, e desde há muitos e muitos anos - Cadeia.

O brazão de armas que ostenta sôbre o portal é o de D.Miguel de Castro, arcebispo de Lisboa (1568 a 1625), e que talvez aqui tivesse morado, refazendo o primitivo edifício, que se sabe ter servido de prisão de eclesiásticos já em 1536. E prisão, afinal, foi sempre. No século passado encarceravam-se ali os forçados, e posteriormente foi cadeia de mulheres, antes do antigo Convento das Mónicas ter essa função. Desde há uma dezena de anos é a prisão de suspeitos de crimes políticos e sociais."

in "Peregrinações em Lisboa", Livro 2, pág. 52 e 53, de Norberto de Araújo.

Desde 2015, funciona neste edifício o "Museu do Aljube".

O Pátio do Aljube, e o Brasão de D.Miguel de Cas

O Pátio do Aljube, e o Brasão de D.Miguel de Castro, que encima o pórtico, s/d, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

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Cadeia do Aljube, 191?, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Cadeia do Aljube, vista do Beco do Bugio. sd, foto

Cadeia do Aljube, vista do Beco do Bugio, s/d, foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L.

Cadeia do Aljube, vista do Beco do Bugio, sd, foto

Cadeia do Aljube, vista do Beco do Bugio, s/d, foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L.

Pátio do Aljube, ant. 1945, foto de Fernando Mart

Pátio do Aljube, ant. 1945, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

 

Crónica de um viajante Francês em Lisboa, 1867

"Na margem direita do Tejo, á beira duma enseada immensa, esplendia o amphitheatro de Lisboa. As collinas pareciam vestidas de palacios, cujas columnas elegantes, brotando entre moitas de verdura e de flores, se refflectiam nas aguas.
Nem uma nuvem só maculava o azul do ceo. A que se entre-divisava; alem, num relance, entre duas collinas, mostrava-se o aqueducto das Aguas Livres; sobre uma rocha escarpada surgia a velha cidadella de S. Jorge; á medida que me approximava os contornos tomavam reflexo ou fugiam segundo os accidentes do terreno. Logo appareceram as arcadas graciosas da Praça do Commercio e o seu magestoso caes; vi Jose I que, de cima do seu cavallo, encarando o rio, parece fazer ao estrangeiro as honras da capital moderna construida pelo seu grande ministro Sebastião de Carvalho marquez de Pombal, depois do terremoto de 1755 ter derrubado Lisboa. Esse Terreiro do Paço, ou Largo do Commercio, como lhe quizerem chamar, com seus monumentos alinhados, os seus arcos do triumpho, e a sua estatua equestre, produz um effeito duma incomparavel grandiosidade. Os portuguezes com justiça se ufanam desta praça, que seria o mais bello ornamento da mais esplendida capital. Em presença dos caes silenciosos, a vista das aguas ermas, evoca-se involuntariamente o passado, e tem-se pena de que já fugisse o tempo, em que se chegava á praia depois de se terem percorrido as ruas duma verdadeira cidade de navios, depois de se terem reconhecido os pavilhões dos mais distantes reinos, o tempo em que nas praças se cruzavam azafamados o negro africano, o indio, o marujo do Baltico, e o Levantino..."
in "O panorama : jornal litterário e instructivo da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis", Vol. XVII, 2º da 5ª Série, N.º 37 de 1867

Panorâmica da praça do Comércio tirada a partir

Panorâmica da praça do Comércio tirada a partir do rio Tejo, s/d, pormenor de uma foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

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Sequência de fotos que retratam uma panorâmica da zona ribeirinha de Lisboa, desde a Junqueira até Santa Apolónia, anteriores a 1901, do Estúdio Mário Novais, in a.f. C.M.L. Vislumbra-se a Cordoaria, na Junqueira, a Igreja da Memória, e o Palácio da Ajuda.

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Zona que compreende a Tapada da Ajuda, vendo-se o Observatório Astronómico de Lisboa, a Serra de Monsanto, o vale de Alcântara, e o Paço das Necessidades.

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Zona Marginal entre Alcântara e Santos.

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Zona compreendida entre Santos e o Cais do Sodré.

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Zona entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia, ao centro, a Praça do Comércio.

O Quartel da Cova da Moura e a Torre da Pólvora

A construção, em 1696 1670, de uma "Torre da Pólvora", depósito ou paiol de pólvora, num recinto relativamente largo; esteve na origem do topónimo Rua da Torre da Pólvora, antecedente da Rua da Cova da Moura, que se manteve, até à abertura da Avenida Infante Santo, nos idos anos 50, do século XX.
Esta construção, após o abandono da sua função inicial, foi convertida em presídio em 1843, sendo mais tarde, e após a reconstrução e ampliação de casas anexas ao velho casarão, ocupado pelo Regimento de Infantaria 7. Posteriormente, já em 1889, passou a acolher vários serviços de Administração Militar, e em 1928, uma Companhia de Trem Hipomóvel.
Com as obras para a abertura da nova avenida, no final da década de 40, foi o aquartelamento, sendo demolido, tendo contudo, alguns dos edifícios resistido, à inauguração da referida avenida.
O interesse deste quartel, residia na sua fachada de pedra, em jeito de entrada de Castelo setecentista, ostentando no sua parte superior três nichos com imagens de santos. E ainda nos muros que ladeavam o pórtico, onde se notavam contrafortes do tempo da Torre e do presídio.

Bibliografia: Peregrinações em Lisboa, Livro 9, de Norberto de Araújo.

Panorâmica sobre o Quartel da Cova da Moura, c. 1

Panorâmica sobre o Quartel da Cova da Moura, c. 1947, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Demolição do Quartel da Cova da Moura, 1947.jpg

Demolição do Quartel da Cova da Moura, 1947, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Mapa topografico dos Terrenos que medeião entre a

Localização da Torre da Pólvora. "Mapa topografico dos Terrenos que medeião entre a Pampulha e a Calçada da Estrella", in  http://purl.pt/18565/2/

Planta Topográfica de Lisboa 8 E, 1911, de Albert

Localização do Quartel da Cova da Moura. Planta Topográfica de Lisboa, 8 E, 1911, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Demolição do Quartel da Cova da Moura, 1947, fot

Demolições no Quartel da Cova da Moura, 1947, foto de António Serôdio, in a.f. C.M.L.

Demolições no Quartel da Cova da Moura, 1949, fo

Demolições no Quartel da Cova da Moura, 1949, foto de Roiz, in a.f. C.M.L.

Avenida Infante Santo em construção, 1950, foto

Avenida Infante Santo em construção, 1950, ainda são visíveis em ambos os lados, edifícios pertencentes ao antigo Quartel, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

EXPOSIÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUEZA COM UMA SECÇÃO AGRICOLA (1888)

"...Este enthusiasmo sente-se quando entramos nas galerias da exposição da Avenida, e é tanto mais justificado quanto o trabalho nacional era desconhecido em todo o seu brilho e valor, pensando muitos que elle apenas se limitava ás industrias mais rudimentares e imperfeitas, que mal podia satisfazer ás primeiras necessidades do paiz...As necessidades da vida, com todas as commodidades e até com luxo, podem ser satisfeitas pela industria e pela agricultura portuguezas.
É esta a grande verdade que se reconhece quando atravessamos as galerias da exposição, desde o pavilhão das artes graphicas até ás ultimas instalações da mineralogia...Depois disto seguem-se ao longo da Avenida os annexos ou instalações particulares, constantes de elegantes pavilhões e chalets, em que se vêem as instalações do sr. Margiochi, da secção Florestal, da Companhia Real de Agricultura Portugueza, do Principe D. Carlos, da Penitenciaria, da Secção de Minas, do Commando Geral de Artilheria, da Empreza Ceramica de Lisboa, de Mayer, da Empreza Industrial Portugueza, etc., fechando o recinto os annexos a galeria Principe da Beira, destinada em grande parte, ás exposições dos Açores e da Madeira...No dia 7 do corrente, de manhã, era enorme a concorrencia do povo em toda a Avenida, e no recinto da exposição achavam-se mais de quatro mil pessoas, convidados e expositores, aguardando a chegada de Sua Majestade El-Rei D. Luiz e toda a familia real."
in "O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro", N.º 342 ( 21 Jun. 1888 )

Exposição Industrial Portuguesa, 1888, foto do e

Exposição Industrial Portuguesa, na Avenida da Liberdade, 1888, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Pavilhão da Exposição Pecuária, Industrial e A

Pavilhão da Exposição Pecuária, Industrial e Agrícola, 1888, foto de Estúdio Mário Novais, in a.f. C.M.L.

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Empresa Industrial Portuguesa, pavilhão, 1888, foto estúdio Mário Novais, in a.f. C.M.L.

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Exposição Industrial Portuguesa, 1888, foto estúdio Mário Novais, in a.f. C.M.L.

Pavilhão da Companhia Real, 1888, foto de Estúdi

Pavilhão da Companhia Real, 1888, foto de Estúdio Mário Novais, in a.f. C.M.L.

Pavilhão de sua Alteza Real, o Príncipe Dom Carl

Pavilhão de sua Alteza Real, o Príncipe Dom Carlos, 1888, foto de Estúdio Mário Novais, in a.f. C.M.L.

Pavilhões da Exposição Industrial e Agrícola,

Pavilhões da Exposição Industrial e Agrícola, 1888, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Entrada da exposição pecuária, 1888, prova em a

Entrada da exposição pecuária, prova em albumina, de Augusto Bobone, in "Exposição Pecuária Nacional em 1888 : photographias 1888", B.N.P.

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Recintos da exposição agrícola junto ao Casal da Torrinha, prova em albumina, de Augusto Bobone, in "Exposição Pecuária Nacional em 1888 : photographias 1888", B.N.P.

Casal da Torrinha, 1888, prova em albumina, de Aug

Recintos da exposição agrícola junto ao Casal da Torrinha, prova em albumina, de Augusto Bobone, in "Exposição Pecuária Nacional em 1888 : photographias 1888", B.N.P.

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Pavilhão Real instalado junto ao Pátio do Geraldes, prova em albumina, de Augusto Bobone, in "Exposição Pecuária Nacional em 1888 : photographias 1888", B.N.P.

 

Elevador de Santa Justa

Ascensor Santa Justa - Carmo
"Realisou-se finalmente, no dia 10 a inauguração official do ascensor Santa Justa-Carmo, que estabelece facil e rapida communicação entre a cidade baixa e o bairro alto vencendo a differença de nivel de cerca de 30 metros, sem demora nem fadiga para as pessoas que querem utilisar aquelle meio de transporte...Quanto trabalho, com os seus ascensores, tem promovido Raul Mesnier para a industria nacional e especialmente quanto progresso para a industria metalurgica. Porque é de saber tanto este ascensor como o chamado da Bibliotheca, são productos da industria portugueza e tanto basta para merecerem aplauso, porque são obras perfeitas.
O ascensor Santa Justa-Carmo é do mesmo systema que o do Municipio Bibliotheca. Todo de ferro, compõe-se de duas torres conjugadas, formando um rectangulo de 3,5 x 7,5; o eixo maior deste rectangulo coincide com o eixo das escadinhas de Santa Justa, e o lado menor parallelo á rua Aurea.
Imprimem movimento ao ascensor duas machinas de 12 cavallos de força, que podem trabalhar ao mesmo tempo ou alternadamente; bastando só uma para que o ascensor funccione.
Em quanto uma cabina sobe, desce a outra e assim se faz o transporte de passageiros que encontrando-se em cima atravessam um passadiço horizontal, por sobre a rua do Carmo, entrando n'um terraço sobre o predio do sr. conde de Thomar e saem logo no largo do Carmo."
in "O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro", N.º 848 ( 20 Jul. 1902 )

Elevador de Santa Justa, post 1902, foto de Paulo

Elevador de Santa Justa, post 1902, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

1 folha da Escritura de concessão feita a Raul Me

1.ª folha da escritura de concessão feita a Raul Mesnier de Ponsard, 17-3-1900, in A.M.L.

Elevador de Santa Justa, sd, foto de Paulo Guedes1

Elevador de Santa Justa, post 1902, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Documentos anexos do livro de escrituras, pág. 7.

Documentos anexos do livro de escrituras, pág. 7, in A.M.L.

Elevador de Santa Justa, parte superior e panorâm

Elevador de Santa Justa, parte superior e panorâmica sobre a encosta do Castelo, 1957, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Documentos anexos do livro de escrituras, pág. 4.

Documentos anexos do livro de escrituras, pág. 4, in A.M.L.

Elevador de Santa Justa, sd, foto de Paulo Guedes.

 Elevador de Santa Justa, post 1902, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Elevador de Santa Justa, 1904, foto de Joshua Beno

Elevador de Santa Justa, 1904, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Paços do Concelho de Lisboa

"Rebentando subitamente, devido a causas que até hoje ficaram ignoradas o pavoroso incêndio da noite de 19 de Novembro de 1863, que destruiu quasi todo o palacio feito em 1770 a 1774, pelo risco do architeto Eugênio dos Santos Carvalho. Esse edifício, que ocupava um enorme quadrilongo entre a Rua do Arsenal e Rua dos Capellistas, a entestar com a Rua Aurea, tendo a fachada de frente para o Largo do Pelourinho, era solidamente construído com magnificas madeiras do Brazil, ocupava a area de 86m,46 de comprimento por 43m,12 de largura, tinha de altura 16m,75 e havia importado em 121 contos de réis. A Camara Municipal tinha reservado para si a parte de edifício que dava para a Rua do Arsenal e Terreiro do Paço, fazendo a entrada para repartições pelo portão de ferro que se acha debaixo da Arcada e que hoje dá ingresso para a Secretaria do Ministério do Reino. Essa fachada era composta de tres corpos. O corpo central era ocupado por um grande portão de ferro dando ingresso para um pateo muito amplo, onde entravam as carruagens. Por cima achava-se a grande sacada do salão nobre, muito similhante áquella que hoje se vê sobre o Arco de Bandeira. Como remate ao corpo central havia um pequeno frontão de cantaria, ao centro do qual o escudo das armas portuguezas; no vertice a esphera armilar, e sobre os ângulos lateraes duas urnas de pedra artisticamente cinzeladas. Cada um dos corpos lateraes tinha quatro andares com 17 janelas de cada lado; ao todo 34, sendo 10 de sacada, no primeiro pavimento, e 20 de peitoril, que formavam o segundo e terceiro pisos; e as quatro mansardas, 2 de cada lado.
O edifício actual em nada se parece com o palacio devorado pelo incêndio de 1863. Forma todo o segundo quarteirão da Rua Aurea, tornejando para a Rua,dos Capellistas e para a Rua de S. Julião. A sua configuração e altura são exatamente as mesmas de todos os outros quarteirões da Rua Aürea. É composto de quatro andares, tendo cada andar 4 janelas para a Rua dos Capellistas, 11 para a Rua Aurea e 10 para a Rua de S. Julião."

Adaptação de um trecho de "Portugal Pittoresco e Illustrado", Lisboa, de Alfredo Mesquita

Paços do Concelho de Lisboa, 1865 1880, Provas Or

Paços do Concelho de Lisboa, durante as obras de construção, após o incêndio de 1963. Foto entre 1865-1880, incluída nas Provas Originais, in a.f. C.M.L.

Paços do Concelho, anyes do incêndio de 1863, fo

Paços do Concelho, antes do incêndio de 1863, foto de Legado Seixas

Incêndio no edifício da Câmara Municipal de Lis

Incêndio no edifício da Câmara Municipal de Lisboa e do Banco de Portugal, em Novembro de 1863. Gravura, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Paços do Concelho, final séc. XIX, foto de Idali

Paços do Concelho, final séc. XIX, foto de Idalino Santos, in a.f. C.M.L.

Calçada de Santo Amaro

"O Bairro (novo) de Santo Amaro, paredes meias com o do Calvário, obedeceu ao destino urbanista de Lisboa «que extravasava sempre» da área central. A Calçada de Santo Amaro, essa é a mais antiga artéria do sítio, a findar na Travessa dos Moinhos; no terreiro por trás da Igreja, com larga vista para o mar - o verdadeiro Alto de Santo Amaro - manifesta-se ainda a relativa antigüidade do sítio, e nas casas modestas destas ruas transparece, aqui e além, o século XVIII nalguns registos de azulejo e no semblante risonho e resignado das fachadas."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 9, pág. 46, de Norberto de Araújo

Calçada de Santo Amaro, sd, foto de Eduardo Portu

Calçada de Santo Amaro, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Calçada de Santo Amaro, sd, foto de Eduardo Portu

Calçada de Santo Amaro, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Calçada de Santo Amaro, 1944, foto de Eduardo Por

Calçada de Santo Amaro, na traseira da Igreja de Santo Amaro, 1944, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Calçada de Santo Amaro, 1944, foto de Eduardo Por

Calçada de Santo Amaro, 1944, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Calçada de Santo Amaro e rua dos Lusíadas, 1944,

Calçada de Santo Amaro e Rua dos Lusíadas, 1944, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Comemoração do IV Centenário da descoberta do caminho marítimo para a Índia, 1898

"Entre os numeros do programma das festas dedicadas á celebração do centenário da India, foi inquestionavelmente o cortejo civico aquelle que mais se impôs pelo seu pensamento e pela feliz realização que teve.
Varios elementos constituiram esta solennidade. Viram-se alli representadas as differentes classes sociais, desde o alto dignitario até o modesto trabalhador; não devendo esquecer-se nem o concurso valioso da mocidade das escolas, cuja expansiva alegria muito animou o cortejo, nem a exhibição interessante de algumas tribus indigenas do nosso dominio colonial, cujos trajos e movimentos attrahiram, pela extranheza, uma justa curiosidade.
E diga-se para elogio do paiz, tendo sido tão avultados os elementos constitutivos do cortejo, e tão compacta a massa dos espectadores, não houve, no espaço de seis horas, um unico disturbio, uma simples collisão em que os agentes da policia tivessem que intervir. Cremos que n'isto vai a prova mais caracteristica da indole bonissima do nosso povo.
Façamos a descripção do cortejo.
Era passada a uma hora da tarde quando as differentes corporações, reunidas na Praça do Commercio, d'alli partiram pela ordem que adeante designamos.
O itinerario foi: rua da Prata, rua da Betesga, rua Augusta, rua dos Capellistas, rua do Ouro, Rocio (lado occidental), largo do Camões, Avenida (rua central), rua de Alexandre Herculano, Avenida (rua oriental), largo da Annunciada, rua das Portas de Santo Antão, Rocio (lado oriental e lado do sul), rua Nova do Carmo, Rua de Garrett,praça de Luiz de Camões, em homenagem ao nosso grande epico, rua do Alecrim, caes do Sodré, onde o mesmo cortejo se dissolveu."
in "O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro", N.º 701 ( 20 Jun. 1898 )

Comemorações do Centenário da descoberta da Ín

Comemorações do Centenário da descoberta da Índia, coreto em forma de esfera armilar armado por ocasião da feira Franca na Avenida, 1898, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

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http://purl.pt/29990/1/index.html#/1/html

Pavilhão da Avenida, 1898, foto de Leilão Soares

Pavilhão da Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

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http://purl.pt/29992/1/index.html#/1/html

O cortejo na Avenida, 1898, foto do espólio de Ed

O cortejo na Avenida, 1898, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

O cortejo na Avenida, 1898, foto de L8.jpg

O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

O cortejo na Avenida, 1898, foto de L9.jpg

O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

O cortejo na Avenida, 1898, foto de L7.jpg

 O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

O cortejo na Avenida, 1898, foto de L.jpg

O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

O cortejo na Avenida, 1898, foto de L4.jpg

O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

O cortejo na Avenida, 1898, foto de L6.jpg

O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

pi-6460-p_0001_t24-C-R0150.jpg

http://purl.pt/29990/1/index.html#/1/html

Rua do Carmo, por ocasião do cortejo, 1898, foto

Rua do Carmo, por ocasião do cortejo, 1898, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Rua Garrett, por ocasião do cortejo, 1898, foto d

Rua Garrett, por ocasião do cortejo, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

 

 

 

 

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