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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

Abel Pereira da Fonseca

"Aí temos do lado do mar, na esquina que o Largo faz para a Rua do Amorim, que conduz à praia, o edifício da firma Abel Pereira da Fonseca, com seus prolongados armazéns, as suas enormes adegas, que lhe trouxeram a denominação de «Catedral do Vinho», e as suas oficinas, à beira mar...
A primitiva firma Abel Pereira da Fonseca & C.ª, foi fundada em 1906 pelo comerciante, cujo nome perdura no título, tendo como sócio Francisco de Assis; os primeiros armazéns na Rua da Manutenção do Estado, a Xabregas, passando depois (1908), a esta Rua do Amorim, onde, muito acrescentados, hoje os vemos. Nesse último ano a firma, então recente, foi encarregada de colocar (à venda)* a grande colheita do «rei do vinho», José Maria dos Santos, abrindo-se pela Cidade as várias sucursais, vendia-se então o vinho a 53 réis, e ainda pagava 38 de imposto de «real de água».
Nesta firma se integrou mais tarde uma casa muito conhecida em Lisboa, a do «Val do Rio», que possuía sucursais que transitaram quási todas para êste Abel Pereira da Fonseca.
Em 1910 foi adquirido o prédio da esquina, no qual se levantou o edifício da sucursal, bem típico no Largo."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 15, pág. 77 e 78, de Norberto de Araújo

*no original a frase não contempla o termo: à venda.

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Poço do Bispo, armazéns e cais do estabelecimento Abel Pereira da Fonseca, anos 30 foto de Horácio Novais, in Biblioteca de Arte / Art Library Fundação Calouste Gulbenkian

Abel Pereira da Fonseca, armazém de vinhos, 1966,

Abel Pereira da Fonseca, armazém de vinhos, na Praça David Leandro da Silva, 1966, foto de Augusto de Jesus Fernandes, in a.f. C.M.L.

Doca do Poço do Bispo, vendo-se à esquerda a cas

Doca do Poço do Bispo, vendo-se à esquerda a casa Abel Pereira da Fonseca, 1938, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

 

Achada

"Êste sítio da Achada, que foi arrabalde da cidade muçulmana, deve o seu nome, muito antigo e característico, pois já é citado em 1544, ao facto de aqui se encontrar uma pequena planície ou descanso da encosta. «Achada», com efeito, é uma contracção de «achaada», terra chã.
Como vês, há aqui casas curiosas, interessantes na sua construção de alguns séculos,e como raras se encontram em Alfama; por exemplo estas da esquina...de feitio setecentista, com primeiro piso de ressalto e três andares, e na reentrância (da Achada, ou Jasmim forçadamente) defronte do Largo êste prèdiozinho..., com porta ogival simples e janela do mesmo tipo. É no conjunto, bem pitoresco êste sítio, com seu marco fontanário rodeado de escadaria circular."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 3, pág. 55, de Norberto de Araújo

Rua da Achada, 1901, foto de Machado & Souza.jpg

Rua da Achada, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Beco da Achada, anos 40, foto de Eduardo Portugal,

Beco da Achada, anos 40, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Chafariz no Largo da Achada, 1901, foto de Machado

Chafariz no Largo da Achada, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Chafariz no Largo da Achada, 1945, foto de Eduardo

Chafariz no Largo da Achada, 1945, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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Largo da Achada, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

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 Largo da Achada, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

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Largo da Achada, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Largo da Achada, sd, foto do Espólio de Eduardo P

Largo da Achada, s/d, foto do Espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Largo da Achada, sd, foto do Espólio de Eduardo P

Largo da Achada, s/d, foto do Espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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Rua da Achada, 1902, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

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Rua da Achada, entre 1898 1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

Rua da Achada, entre 1898 1908, foto de Machado &

Rua da Achada, entre 1898 1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

 

Escadinhas de São Crispim

"Vejamos agora esta tão pitoresca e amena serventia: as escadinhas de S. Crispim. Mantêm ainda um feitio ingénuo alfacinha do lado direito, na curva decorativa. Observa a pequena tôrre sineira de S. Crispim, no muro da parede defronte do edifício renovado da Tutoria da Infância. A seguir contempla com encantamento estas casas do princípio do século passado, com janelas de sacada, floridas, rudimentares, em delicado gôsto bairrista, a sugerir uma aguarela."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 2, pág. 26, de Norberto de Araújo

Escadinhas de São Crispim, entre 1898 1908, foto

Escadinhas de São Crispim, entre 1898 1908, foto de Machado & Souza, in a.f. C. M.L.

Escadinhas de São Crispim, 1901, foto de Machado

Escadinhas de São Crispim, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C. M.L.

Escadinhas de São Crispim, ant. 1952, foto de Edu

Escadinhas de São Crispim, ant. 1952, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C. M.L.

Escadinhas de São Crispim, 1945, foto Fernando Ma

Escadinhas de São Crispim, 1945, foto Fernando Martinez Pozal, in a.f. C. M.L.

Escadinhas de São Crispim, 1945, foto Fernando Ma

Escadinhas de São Crispim, 1945, foto Fernando Martinez Pozal, in a.f. C. M.L.

O Prédio Almada, e as Lápides Romanas

"Êste prédio alto que olha o Largo, entre a Rua da Madalena e a Travessa do Almada encostado pelo posterior à Travessa das Pedras Negras, foi construído, num aspecto que não diverge muito do actual em 1749, por João Manuel de Almada e Melo, visconde de Vila Nova de Sotto de El-Rei, tenente general, paroquiano, que no sítio das Pedras Negras outras mais casas edificou...Na parede do edifício Almada desta Travessa estão embebidas quatro lápides e pedras romanas, que podes ler e ver sem dificuldade. Foram encontradas soterradas neste local em 1749, quando o tal João de Almada e Melo ordenou aberturas de novos caboucos para erguer sua propriedade. Êste sítio foi fértil em achados arqueológicos, do tempo da dominação romana. Mas falemos por agora apenas dêstes. O maior corresponde, na legenda latina, a uma dedicatória de Lisboa a um pretor. Pode traduzir-se dêste modo: «Felicitas Julia, Olisipo, dedica a Lúcio Cecílio, filho de Lúcio Celeri, recto questor da província da Bética, tribuno do povo e pretor».
Esta primeira lápide, no começo da Travessa, está incompleta; é na melhor das interpretações, uma dedicatória de certo Caio Júlio a Mercúrio e a César Augusto.
A lápide a seguir, sôbre uma pequena coluna, diz justamente, no seu latim, que «Tito Licínio Amarântio por voto dedicou à mãi dos deuses».
Esta outra da extremidade, mais decorativa, tem a legenda completa. Interpreta-se desta forma: Tito Licínio Cerno, natural de Lychaonia, dedicou à mãi dos deuses, a grande Ida da Frígia, sendo nobres duúnviros Cássio e Cassiano, e cônsules nobilíssimos Marco Atílio e Afroniano, e sendo governador Gaio."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 2, pág. 16 e 20, de Norberto de Araújo

Prédio com lápides romanas, sd, foto de José Ar

Prédio  Almada com lápides romanas, s/d, foto de José Arthur Leitâo Bárcia, in a.f. C.M.L.

Prédio Almada, 1901, foto de Machado & Souza, in

Prédio Almada, 1901, foto de Machado & Souza, in a.f. C,M.L.

Prédio Almada, e travessa do Almada, 1907, foto d

Prédio Almada, e travessa do Almada, 1907, foto de Machado & Souza, in a.f. C,M.L.

Lápide romana, sd, foto de Est´dios Mário Novai

Lápide romana, «Felicitas Julia, Olisipo, dedica a Lúcio Cecílio, filho de Lúcio Celeri, recto questor da província da Bética, tribuno do povo e pretor», 1944, foto de Estúdios Mário Novais, in a.f. C.M.L.

Lápide romana, sd, foto de Est´dios Mário Novai

Lápide romana, «dedicatória de certo Caio Júlio a Mercúrio e a César Augusto», 1944, foto de Estúdios Mário Novais, in a.f. C.M.L.

Lápide romana, sd, foto de Est´dios Mário Novai

Lápide romana, «Tito Licínio Amarântio por voto dedicou à mãi dos deuses», 1944, foto de Estúdios Mário Novais, in a.f. C.M.L.

Lápide romana, sd, foto de Est´dios Mário Novai

Lápide romana, «Tito Licínio Cerno, natural de Lychaonia, dedicou à mãi dos deuses, a grande Ida da Frígia, sendo nobres duúnviros Cássio e Cassiano, e cônsules nobilíssimos Marco Atílio e Afroniano, e sendo governador Gaio», 1944, foto de Estúdios Mário Novais, in a.f. C.M.L.

 

Estátua de Dom Pedro IV

A leitura deixou de fazer parte dos hábitos dos portugueses, é uma coisa que já se sabia. Agora com a "Internet", pior. Vêem-se as imagens, lê-se as legendas de través, e os textos? bem os textos, dão muito trabalho, e eu quero é ver bonecos.
Vem este intróito, a propósito da Estátua de D.Pedro IV, instalada na Praça do mesmo nome, mas a que o povo continua a apelidar de Rossio.
Ora esta estátua continua a ser alvo da frase "que não é D. Pedro, mas sim, Maximiliano, do México", que a estátua representa.
Bastava ler um bocadinho mais e não acreditar em tudo o que circula por aí, para podermos chegar à verdade dos factos sobre a Estátua de D.Pedro IV.
Socorramo-nos de Júlio de Castilho, e da sua obra: "Lisboa Antiga, Bairros Orientais", Vol. X., para elucidar certos factos que se prendem com a história da Estátua.
- Em 17 de Julho de 1852 a Rainha D. Maria II foi em grande estado lançar a pedra fundamental do monumento do Imperador no Rossio.
- O monumento, de caricata memória, era alcunhado de «galheteiro» (já por aqui fiz referência ao facto, em o "Galheteiro do Rossio") pelo público, não chegando a concluir-se.
- Nas festas do casamento de D. Pedro V foi ele aproveitado para receber uma coluna que era terminada pela estátua do «hyrmeneu». Pareceu a muitos que seria esta forma de monumento a mais adequada à disposição e dimensões da praça, e daí nasceu a ideia de um terceiro monumento que é o que está lá.
- Com o ano de 1864 raiou para o monumento do imperador uma era nova.
Tinham falecido alguns membros da comissão de 1852; outros achavam-se ausentes, outros haviam-se exonerado do cargo, a comissão podia considerar-se de facto dissolvida.
- Em 25 de Fevereiro de 1864 ordenou-se a destruição do «galheteiro»; e logo em 30 de Março saiu o programa para um largo concurso internacional do monumento novo.
Apareceram à chamada oitenta e sete projectos: de Itália, da Rússia, de França, de Inglaterra, da Holanda e da Bélgica, fora vários de Portugal.
Foi escolhido o projecto dos artistas franceses Elias Robert, escultor, e Jean Antoine Gabriel Davioud, arquitecto.
- Em 29 de Abril de 1867 lançava-se a primeira pedra; e em 29 de Abril de 1870, celebrava-se com grande pompa, na presença de toda a Lisboa, a inauguração do grande monumento, cujos autores eram estrangeiros, sim, mas cujo pensamento era nosso, e cuja execução fora entregue ao hábil canteiro português Germano José de Sales, sendo as quatro figuras dos cantos, a saber: a Força, a Moderação, a Justiça e a Prudência, esculpidas pelos artistas portugueses Fortunato e Punhe, além dos estrangeiros Coslande e Colard.
Concluindo o autor revela um pormenor desconhecido de muitos:
Quando se abriu o concurso internacional para a realização do monumento, foi necessário mandar para os concorrentes estrangeiros fotografias do rosto de D. Pedro IV. Encarregou-se do desenho que havia de fotografar-se, Miguel Lupi, que executou a carvão dois retratos do imperador, servindo-se de várias litografias e quadros a óleo contemporâneos, que foram emprestados pela augusta viúva*. Depois de concluídos os carvões, foram levados à imperatriz*, que escolheu dentre os dois o que melhor lhe pareceu.
Desses carvões, foram então tiradas fotografias, e mandadas aos concorrentes.
E com estes dados se conta a história, da estátua de D. Pedro IV.

 

*Não faço porém noção a que "augusta viúva", e imperatriz, se refere Castilho. A imperatriz Leopoldina de Áustria, esposa de D.Pedro IV havia falecido em 1826, antes do marido. D. Maria II, filha de ambos e rainha de Portugal, faleceu em consequência de parto em 1853. A Rainha D. Estefânia, faleceu antes do marido, D. Pedro V, em 1859. A rainha que lhe sucede é D. Maria de Sabóia, esposa de D.Luís, que enviuvou de facto, mas em data posterior aos acontecimentos narrados, em 1889.

Estátua de Dom Pedro IV, post. 1880, foto de Lega

Praça e Estátua de Dom Pedro IV, post. 1880, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Rossio, 1862, foto de Wenceslau Cifka. Coll. Lisbo

Rossio, com o "Galheteiro" 1862, foto de Wenceslau Cifka. Coll. Lisboa Desaparecida, vol. 7

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  in "Lisboa Antiga, Bairros Orientais", Vol X

Inauguração da estátua de Dom Pedro IV, 1870, f

Inauguração da estátua de Dom Pedro IV, 1870, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Inauguração da Estátua de Dom Pedro IV, fotogra

Inauguração da Estátua de Dom Pedro IV, fotografia de Francisco Rocchini, fotografada por José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Monumento a Dom Pedro IV, sd, foto de José Chaves

Estátua de Dom Pedro IV, s/d, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

 

 

Portas do Arco do Cego

"Fronteiro à estação dos eléctricos do Arco do Cego, junto ao cinema que foi «Palácio» e agora é «Avis» - os cinemas mudam de nome com a facilidade com que hoje se mudam muitas coisas, as esposas, os nomes próprios etc. - vai, ao que se diz, construir-se um ou uns grandes imóveis, está claro, com muitas janelas todas iguais, que vai englobar o gaveto que torneja para a Rua D. Estefânia até ao portão da Fábrica Sibéria, que ficará com outras construções circunvisinhas e adjacentes, encastoada nas trazeiras desse imóvel.
Ora muito bem.
Do velho, o que vai desaparecer, é o troço do muro que foi da circunvalação e a casa de um só piso onde se alojou a Guarda Fiscal das Portas do Arco do Cego e que, talvez, pelo frio, que a correspondência duma porta aberta no lanço do muro, certamente fazia, como ainda hoje faz, tem alojado, possivelmente, como sistema de aquecimento, duas, senão três, tabernas, bares, ou casas de comes e bebes, que ainda hoje lá se vêem. Com certeza devem fazer falta aos seus frequentadores habituais, não são imóveis de chorar por eles, mas eram recordações duma época em que Lisboa tinha área mais restrita e vida menos intensa.
A pouca falta que estes restos da velha Lisboa nos fazem, sirva de lenitivo àqueles, mais representativos, que a urbanização moderna nos tem roubado. Simples nótula de recordação e saudade."
in "Olisipo" : boletim do Grupo "Amigos de Lisboa", A. XXI, n.º 81, Janeiro 1958

Avenida Duque de Ávila com a estação da Carris

Avenida Duque de Ávila com a estação da Carris no Arco do Cego, 1940, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 6, 185

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 6, 1858, de Filipe Folque, in A.M.L.

Cinema Avis, antes Palácio, 1960, foto de Arnaldo

Cinema Avis, antes Palácio, 1960, foto de Arnaldo Madureira, in a.f. C.M.L.

A Igreja da Ordem Terceira do Carmo e a Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus

"Este vulgar prédio onde está instalada desde 1780, a venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo.
Foi do Teives, depois dos Fernandes de Elvas, a seguir dos Silva Coutinhos - pertencia a D. Rui da Silva por ocasião do terramoto -, e foram estes que o doaram aos irmãos terceiros do Carmo.
Antes da República era desta igreja que saía em Domingo de Ramos, a «Procissão do Triunfo»."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 6, pág. 78, de Norberto de Araújo

* Nesta igreja estiveram os ossos de D. Nuno Álvares Pereira, desde 1918 até 14 de Agosto de 1951, dia em que foram trasladados para a Igreja do Santo Condestável, em Campo de Ourique.

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus:

"Esta manifestação era organizada pelos Irmãos Terceiros do Carmo de Lisboa. Sendo inicialmente celebrada no Domingo de Ramos, a ela chegava toda a cidade tornando-a numa das procissões mais concorridas de Lisboa daquela época, a par da ainda mais concorrida procissão do Senhor dos Passos da Graça, da Senhora da Saúde ou do Corpo-de-Deus.
Apesar de em 1722 ser fixada no Domingo antecedente ao Domingo de Ramos a sua popularidade e grande ocorrência nunca esmoreceram, nem mesmo quando o terremoto de 1755 destruiu a Igreja e todas as imagens - posteriormente recuperadas -, ou quando da extinção das ordens religiosas em 1834 - que por alguns anos a interromperam. Em 1908 por ordem do Governo Civil de Lisboa, foi extinta."
in http://santossantinhos.blogspot.pt/2009/03/procissao-do-triunfo-ou-dos-santos-nus.html

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nús saindo da

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus saindo da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, ant. a 1908, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Igreja da Ordem Terceira do Carmo, 1944, fotógraf

Igreja da Ordem Terceira do Carmo, 1944, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nús saindo da

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus saindo da Ordem Terceira do Carmo, s/d, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus, ant. a 19

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus, ant. a 1908, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus, ant. a 19

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus, ant. a 1908, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus, ant. a 19

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus, ant. a 1908, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus, ant. a 19

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus, ant. a 1908, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

Procissão do Triunfo, ant. a 1910, fotógrafo ni.

Procissão do Triunfo ou dos Santos Nus, ant. a 1908, fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

Igreja da Ordem Terceira do Carmo, fachada princip

Igreja da Ordem Terceira do Carmo, fachada principal, 1948, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Planta Topográfica de Lisboa 11 F, 1909, de Alber

Planta Topográfica de Lisboa 11 F, 1909, de Alberto de Sá Correia, in A.M.L.

Testamento do Visconde de Valmor

"Direcção Geral de Instrucção Publica
2.ª Repartição
Tendo falecido em Paris em 24 de dezembro de 1898 o Visconde de Valmor, legando 70:000$000 réis ao Museu Nacional de Bellas Artes de Lisboa, a fim de constituirem um fundo permanente, cujo rendimento será applicado á acquisição de obras de arte nacionaes e estrangeiras, de incontestavel merecimento artistico, e mais 50:000$000 réis á Academia Real de Bellas Artes de Lisboa, para com os rendimentos d'este fundo subsidiar estudantes ou artistas de talento provado, ou premiados, a fim de que possam ir estudar ao estrangeiro e aperfeiçoarem-se em qualquer ramo das bellas artes;
Attendendo ao louvavel intuito do testador e a que não ha disposição legal que obste á alludida disposição:
Hei por bem acceitar os referidos legados com as condições expressas no testamento do Visconde de Valmor, devendo logo que os legados sejam recebidos, fazer-se a conversão da quantia acima mencionada em titulos de divida publica, os quaes serão entregues no Ministerio dos Negocios da Fazenda, por onde serão recebidos os juros.
O Conselheiro de Estado, Presidente do Conselho de Ministros, Ministro e Secretario de Estado dos Negocios do Reino, assim o tenha entendido e faça executar. - Paço, em 4 de junho de 1901. - REI. - Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro
D. do G. n.º 126, de 7 de junho"
in "COLLECÇÃO OFFICIAL DE LEGISLAÇÃO PORTUGUESA, ANNO DE 1901"

Busto do Visconde de Valmor da autoria de Teixeira

Busto do Visconde de Valmor da autoria de Teixeira Lopes, situado em frente da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, 1904, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Museu Nacional de Belas-Artes, actual Museu Nacion

Museu Nacional de Belas-Artes, actual Museu Nacional de Arte Antiga, no Palácio Alvor Pombal, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, sd, foto

Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, s/d, foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L.

Mausoléu do segundo Visconde de Valmor no cemité

Mausoléu do Visconde de Valmor no cemitério do Alto de São João, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Parque José Maria Eugénio

"Aí temos os muros de ameias que rodeiam o Parque José Maria Eugénio; com face à estrada vê-se a construção inacabada de tipo medieval, com uma tôrre, um corpo interior animado na fachada de janelas geminadas e de rosáceas, e ainda com a extrema, na Rua Marquês de Fronteira, guarnecida de um torreão ameiado. Esta construção no Parque - antigas cocheiras - é posterior ao tempo em que o seu proprietário adquiriu os terrenos por aqui (em 1860 estes terrenos pertencentes a Fernando Larre, Provedor dos Armazéns, foram adquiridos por José Maria Eugénio); a Câmara Municipal há poucos anos embargou as obras de moradia que nela se projectavam, e cuja licença antes fôra concedida. Em 1927 a Câmara chegou a ocupar-se da expropriação desta propriedade."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 14, pág. 54 e 55, de Norberto de Araújo

Palacete José Maria Eugénio, 1903, foto de Joshu

Palacete José Maria Eugénio, 1903, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Construções no Parque José Maria Eugénio, sd,

Construções no Parque José Maria Eugénio, s/d, foto que faz parte de uma sequência panorâmica sobre a zona de São Sebastião e de Campolide, do Espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Cavalariças no parque José Maria Eugénio, c. 19

Cavalariças no parque José Maria Eugénio, c. 1910, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Parque José Maria Eugénio, 1910, foto de Joshua

Parque José Maria Eugénio, 1910, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Parque José Maria Eugénio, 1910, foto de Joshua

Parque José Maria Eugénio, 1910, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Palacete José Maria Eugénio, sd, foto de Alexand

 Palacete José Maria Eugénio, s/d, foto de Alexandre Cunha, in a.f. C.M.L.

 

 

O aterro em Alcântara

O sr. engenheiro Vieira da Silva, na sua noticia histórica sobre "A Ponte de Alcântara e suas circunvizinhanças", informa como "ao mesmo tempo que avançava o trabalho da abóbada de cobertura do caneiro se ia assentando sobre ela uma via férrea para ligar a estação de Alcântara, que passou a chamar-se de Alcântara-terra, com a estação da linha férrea do Cais do Sodré a Cascais, designada por estação de Alcântara-mar, situada sobre o caneiro, perto do cruzamento da actual rua do Cais de Alcântara com a avenida da Índia."

E acrescenta.:

"No caneiro de Alcântara começava, para montante do Tejo, a 1.ª secção das obras do Porto de Lisboa, inauguradas em 31 de Outubro de 1887, e ai essas obras fizeram avançar para o sul o aterro sobre o rio, achando-se actualmente os terraplenos assim obtidos cobertos com fábricas, armazéns, entrepostos, recintos para armazenagem de mercadorias, instalações para os serviços da exploração do porto, etc ... O caneiro de Alcântara foi prolongado através desses terrenos em alinhamento recto, com cobertura de abóbada, até ao cais marítimo de atracação, com o comprimento total aproximado de 815 metros, contado desde a antiga ponte de Alcântara. Este trabalho foi feito por conta da Companhia Real dos Caminhos de Ferro, pelo mesmo empreiteiro H. Hersent, e concluiu-se em 16 de Agosto de 1890."

Obras do Porto de Lisboa na Doca de Alcântara, an

Obras do Porto de Lisboa na Doca de Alcântara, ant. 1890, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

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in "Dispersos", Vol. III, de Augusto Vieira da Silva

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in "Dispersos", Vol. III, de Augusto Vieira da Silva

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in "Dispersos", Vol. III, de Augusto Vieira da Silva

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 in "Dispersos", Vol. III, de Augusto Vieira da Silva

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 56, 18

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n.º 56, 1857, de Filipe Folque, in A.M.L.

Doca de Alcântara, post 1890, foto de Legado Seix

Doca de Alcântara, post 1890, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Panorâmica sobre a zona de Alcântara, 1906, foto

Panorâmica sobre a zona de Alcântara, 1906, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Fotografia aérea da zona do Viaduto de Alcântara

Nesta imagem dá para perceber a extensão do aterro, para as obras do porto de Lisboa. Fotografia aérea da zona do Viaduto de Alcântara, 1971, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

 

 

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  26. D