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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

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Elevador de Santa Justa

Ascensor Santa Justa - Carmo
"Realisou-se finalmente, no dia 10 a inauguração official do ascensor Santa Justa-Carmo, que estabelece facil e rapida communicação entre a cidade baixa e o bairro alto vencendo a differença de nivel de cerca de 30 metros, sem demora nem fadiga para as pessoas que querem utilisar aquelle meio de transporte...Quanto trabalho, com os seus ascensores, tem promovido Raul Mesnier para a industria nacional e especialmente quanto progresso para a industria metalurgica. Porque é de saber tanto este ascensor como o chamado da Bibliotheca, são productos da industria portugueza e tanto basta para merecerem aplauso, porque são obras perfeitas.
O ascensor Santa Justa-Carmo é do mesmo systema que o do Municipio Bibliotheca. Todo de ferro, compõe-se de duas torres conjugadas, formando um rectangulo de 3,5 x 7,5; o eixo maior deste rectangulo coincide com o eixo das escadinhas de Santa Justa, e o lado menor parallelo á rua Aurea.
Imprimem movimento ao ascensor duas machinas de 12 cavallos de força, que podem trabalhar ao mesmo tempo ou alternadamente; bastando só uma para que o ascensor funccione.
Em quanto uma cabina sobe, desce a outra e assim se faz o transporte de passageiros que encontrando-se em cima atravessam um passadiço horizontal, por sobre a rua do Carmo, entrando n'um terraço sobre o predio do sr. conde de Thomar e saem logo no largo do Carmo."
in "O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro", N.º 848 ( 20 Jul. 1902 )

Elevador de Santa Justa, post 1902, foto de Paulo

Elevador de Santa Justa, post 1902, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

1 folha da Escritura de concessão feita a Raul Me

1.ª folha da escritura de concessão feita a Raul Mesnier de Ponsard, 17-3-1900, in A.M.L.

Elevador de Santa Justa, sd, foto de Paulo Guedes1

Elevador de Santa Justa, post 1902, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Documentos anexos do livro de escrituras, pág. 7.

Documentos anexos do livro de escrituras, pág. 7, in A.M.L.

Elevador de Santa Justa, parte superior e panorâm

Elevador de Santa Justa, parte superior e panorâmica sobre a encosta do Castelo, 1957, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Documentos anexos do livro de escrituras, pág. 4.

Documentos anexos do livro de escrituras, pág. 4, in A.M.L.

Elevador de Santa Justa, sd, foto de Paulo Guedes.

 Elevador de Santa Justa, post 1902, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Elevador de Santa Justa, 1904, foto de Joshua Beno

Elevador de Santa Justa, 1904, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Paços do Concelho de Lisboa

"Rebentando subitamente, devido a causas que até hoje ficaram ignoradas o pavoroso incêndio da noite de 19 de Novembro de 1863, que destruiu quasi todo o palacio feito em 1770 a 1774, pelo risco do architeto Eugênio dos Santos Carvalho. Esse edifício, que ocupava um enorme quadrilongo entre a Rua do Arsenal e Rua dos Capellistas, a entestar com a Rua Aurea, tendo a fachada de frente para o Largo do Pelourinho, era solidamente construído com magnificas madeiras do Brazil, ocupava a area de 86m,46 de comprimento por 43m,12 de largura, tinha de altura 16m,75 e havia importado em 121 contos de réis. A Camara Municipal tinha reservado para si a parte de edifício que dava para a Rua do Arsenal e Terreiro do Paço, fazendo a entrada para repartições pelo portão de ferro que se acha debaixo da Arcada e que hoje dá ingresso para a Secretaria do Ministério do Reino. Essa fachada era composta de tres corpos. O corpo central era ocupado por um grande portão de ferro dando ingresso para um pateo muito amplo, onde entravam as carruagens. Por cima achava-se a grande sacada do salão nobre, muito similhante áquella que hoje se vê sobre o Arco de Bandeira. Como remate ao corpo central havia um pequeno frontão de cantaria, ao centro do qual o escudo das armas portuguezas; no vertice a esphera armilar, e sobre os ângulos lateraes duas urnas de pedra artisticamente cinzeladas. Cada um dos corpos lateraes tinha quatro andares com 17 janelas de cada lado; ao todo 34, sendo 10 de sacada, no primeiro pavimento, e 20 de peitoril, que formavam o segundo e terceiro pisos; e as quatro mansardas, 2 de cada lado.
O edifício actual em nada se parece com o palacio devorado pelo incêndio de 1863. Forma todo o segundo quarteirão da Rua Aurea, tornejando para a Rua,dos Capellistas e para a Rua de S. Julião. A sua configuração e altura são exatamente as mesmas de todos os outros quarteirões da Rua Aürea. É composto de quatro andares, tendo cada andar 4 janelas para a Rua dos Capellistas, 11 para a Rua Aurea e 10 para a Rua de S. Julião."

Adaptação de um trecho de "Portugal Pittoresco e Illustrado", Lisboa, de Alfredo Mesquita

Paços do Concelho de Lisboa, 1865 1880, Provas Or

Paços do Concelho de Lisboa, durante as obras de construção, após o incêndio de 1963. Foto entre 1865-1880, incluída nas Provas Originais, in a.f. C.M.L.

Paços do Concelho, anyes do incêndio de 1863, fo

Paços do Concelho, antes do incêndio de 1863, foto de Legado Seixas

Incêndio no edifício da Câmara Municipal de Lis

Incêndio no edifício da Câmara Municipal de Lisboa e do Banco de Portugal, em Novembro de 1863. Gravura, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Paços do Concelho, final séc. XIX, foto de Idali

Paços do Concelho, final séc. XIX, foto de Idalino Santos, in a.f. C.M.L.

Calçada de Santo Amaro

"O Bairro (novo) de Santo Amaro, paredes meias com o do Calvário, obedeceu ao destino urbanista de Lisboa «que extravasava sempre» da área central. A Calçada de Santo Amaro, essa é a mais antiga artéria do sítio, a findar na Travessa dos Moinhos; no terreiro por trás da Igreja, com larga vista para o mar - o verdadeiro Alto de Santo Amaro - manifesta-se ainda a relativa antigüidade do sítio, e nas casas modestas destas ruas transparece, aqui e além, o século XVIII nalguns registos de azulejo e no semblante risonho e resignado das fachadas."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 9, pág. 46, de Norberto de Araújo

Calçada de Santo Amaro, sd, foto de Eduardo Portu

Calçada de Santo Amaro, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Calçada de Santo Amaro, sd, foto de Eduardo Portu

Calçada de Santo Amaro, s/d, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Calçada de Santo Amaro, 1944, foto de Eduardo Por

Calçada de Santo Amaro, na traseira da Igreja de Santo Amaro, 1944, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Calçada de Santo Amaro, 1944, foto de Eduardo Por

Calçada de Santo Amaro, 1944, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Calçada de Santo Amaro e rua dos Lusíadas, 1944,

Calçada de Santo Amaro e Rua dos Lusíadas, 1944, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Comemoração do IV Centenário da descoberta do caminho marítimo para a Índia, 1898

"Entre os numeros do programma das festas dedicadas á celebração do centenário da India, foi inquestionavelmente o cortejo civico aquelle que mais se impôs pelo seu pensamento e pela feliz realização que teve.
Varios elementos constituiram esta solennidade. Viram-se alli representadas as differentes classes sociais, desde o alto dignitario até o modesto trabalhador; não devendo esquecer-se nem o concurso valioso da mocidade das escolas, cuja expansiva alegria muito animou o cortejo, nem a exhibição interessante de algumas tribus indigenas do nosso dominio colonial, cujos trajos e movimentos attrahiram, pela extranheza, uma justa curiosidade.
E diga-se para elogio do paiz, tendo sido tão avultados os elementos constitutivos do cortejo, e tão compacta a massa dos espectadores, não houve, no espaço de seis horas, um unico disturbio, uma simples collisão em que os agentes da policia tivessem que intervir. Cremos que n'isto vai a prova mais caracteristica da indole bonissima do nosso povo.
Façamos a descripção do cortejo.
Era passada a uma hora da tarde quando as differentes corporações, reunidas na Praça do Commercio, d'alli partiram pela ordem que adeante designamos.
O itinerario foi: rua da Prata, rua da Betesga, rua Augusta, rua dos Capellistas, rua do Ouro, Rocio (lado occidental), largo do Camões, Avenida (rua central), rua de Alexandre Herculano, Avenida (rua oriental), largo da Annunciada, rua das Portas de Santo Antão, Rocio (lado oriental e lado do sul), rua Nova do Carmo, Rua de Garrett,praça de Luiz de Camões, em homenagem ao nosso grande epico, rua do Alecrim, caes do Sodré, onde o mesmo cortejo se dissolveu."
in "O Ocidente : revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro", N.º 701 ( 20 Jun. 1898 )

Comemorações do Centenário da descoberta da Ín

Comemorações do Centenário da descoberta da Índia, coreto em forma de esfera armilar armado por ocasião da feira Franca na Avenida, 1898, foto de José Chaves Cruz, in a.f. C.M.L.

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http://purl.pt/29990/1/index.html#/1/html

Pavilhão da Avenida, 1898, foto de Leilão Soares

Pavilhão da Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

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http://purl.pt/29992/1/index.html#/1/html

O cortejo na Avenida, 1898, foto do espólio de Ed

O cortejo na Avenida, 1898, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

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O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

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 O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

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O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

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O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

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O cortejo na Avenida, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

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http://purl.pt/29990/1/index.html#/1/html

Rua do Carmo, por ocasião do cortejo, 1898, foto

Rua do Carmo, por ocasião do cortejo, 1898, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Rua Garrett, por ocasião do cortejo, 1898, foto d

Rua Garrett, por ocasião do cortejo, 1898, foto de Leilão Soares e Mendonça, in a.f. C.M.L.

 

 

 

 

Torre da Ajuda

"Aí tens na tua frente a Tôrre da Ajuda, desligada do Palácio, ao qual nunca pertenceu.
Era sineira da antiga paroquial da Ajuda, demolida no comêco do século passado (XIX), e que serviu de Capela Real desde 1792 até 1834. Foi construida no final do século XVIII, e os sinos repicaram pela primeira vez em 29 de Abril de 1793.
É simpática, no seu desamparo, esta Tôrre «do Galo», com seu relógio, a sua vertical que domina o sítio, e que parece uma sentinela adormecida em pé a um Paço sonolento e estático."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 9, pág. 97, de Norberto de Araújo

Torre da Ajuda, sd, foto de Paulo Guedes, in a.f.

Torre da Ajuda, s/d, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Torre da Ajuda, com o catavento, galo, novo posto

Torre da Ajuda, com o catavento, galo, novo posto depois do ciclone, Dez. 1948, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Panorâmica tirada do Palácio da Ajuda, vendo-se

Panorâmica tirada do Palácio da Ajuda, vendo-se a Torre, e a Ponte sobre o Tejo em construção, 1964, foto de Artur Inácio Bastos, in a.f. C.M.L.

Torre da Ajuda, 191, foto de Alberto Carlos Lima.j

Torre da Ajuda, 191?, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

O Miradouro de Santa Catarina e o Adamastor

"O Jardim, Miradouro ou Alto de Santa Catarina, debruçado sobre a vista, e dominando a margem, a Madragoa, o Tejo, e os montes da outra margem. A expressão «ver navios no Alto de Santa Catarina» tem a sua justificação.
O ajardinamento deste logradouro público data do princípio do século (XX); nem por carecer de arbustos e de flores o local deixou de ser, desde há alguns séculos, um dos encantos panorâmicos de Lisboa. Em 1883 construiu-se uma muralha, apoiada em gigantes, esta que corre sobre a Rua dos Cordoeiros, cujos prédios foram para esse efeito adquiridos pela Câmara.
Em 1927 foi colocado no centro deste pequeno jardim esse bloco de pedras sobrepostas, que constitui, no complemento escultórico, o monumento singelo, simbólico ao Gigante Adamastor. O artista Júlio Vaz Júnior, imprimiu à sua obra um sentido subjectivo; a «Visão do Estatuário» é o coroamento do monumento, e nele se vê a pequena figura do escultor, em bronze, à sombra da carranca do gigante fabuloso."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 13, pág. 72, de Norberto de Araújo

Alto de Santa Catarina, anos 40, foto de Paulo Gue

Alto de Santa Catarina, anos 40, foto de Paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

Estátua do Adamastor, post. 1927, foto de Fernand

Estátua do Adamastor, post. 1927, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

Estátua do Adamastor no miradouro de Santa Catari

Estátua do Adamastor no miradouro de Santa Catarina, 1959, foto de Fernando Manuel de Jesus Matias, in a.f. C.M.L.

Miradouro de Santa Catarina, 1959, foto de Fernand

Miradouro de Santa Catarina, 1959, foto de Fernando Manuel de Jesus Matias, in a.f. C.M.L.

Jardim do Alto de Santa Catarina, 1968, foto de Ar

Jardim do Alto de Santa Catarina, 1968, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

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Jardim do Alto de Santa Catarina, 1968, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

 

Jardim Roque Gameiro

Em 1909 surge a ideia da construção de um jardim, nos terrenos recentemente conquistados ao Tejo, por ocasião das obras do Porto de Lisboa.
O Jardim do Cais do Sodré surge assim desse projecto. Em 1934, passa a designar-se Jardim Roque Gameiro, em homenagem ao grande mestre da pintura olisiponense.
Não sendo um grande jardim, conta com a particularidade de nele se poderem encontrar exemplares de iodão, tipuana e jacarandá.
Ao centro do jardim podemos encontrar a estátua de Francisco dos Santos, denominada "Ao Leme", executada em 1913 e inaugurada e 1915.
Conta este jardim com dois quiosques; um situado no canto sudoeste, que contém seis painéis de azulejos Arte Nova, datados de 1915, da autoria de José Pinto. E um outro no canto sudeste, um quiosque octogonal, com revestimento a fingir escamas de peixe e encimado por um pináculo pontiagudo.
Bibliografia:
A.M.L
"Peregrinações em Lisboa", Livro 13, de Norberto de Araújo
SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico

Jardim de Roque Gameiro, anos 50, foto de Eduardo

Jardim de Roque Gameiro, anos 50, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Panorâmica tirada do Tejo sobre o Cais do Sodré,

Panorâmica tirada do Tejo sobre o Cais do Sodré, 1880, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Projeto de construção de um jardim nos terrenos

Projecto de construção de um jardim nos terrenos conquistados ao Tejo, em frente da praça Duque da Terceira, 1909, in A.M.L.

Estátua ao Leme, no Jardim Roque Gameiro, post. 1

Estátua ao Leme, no Jardim Roque Gameiro, post. 1915, foto de Fernando Martinez Pozal, in a.f. C.M.L.

Jardim de Roque Gameiro, anos 40, foto de Eduardo

Jardim de Roque Gameiro, anos 40, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Jardim Roque Gameiro, 1946, foto de Eduardo Portug

Jardim Roque Gameiro, 1946, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Jardim Roque Gameiro, quiosque sudoeste, 1964, fot

Jardim Roque Gameiro, quiosque do canto sudoeste, 1964, foto de Artur Goulart, in a.f. C.M.L.

Jardim Roque Gameiro, quiosque  do canto sudeste,

Jardim Roque Gameiro, quiosque do canto sudeste, s/d, foto de Casa fotográfica Garcia Nunes, in a.f. C.M.L.

As Barcas de Banhos

"Eram as barcas de banhos velhos cascos que se adaptavam a essa nova aplicação.
Para isso, aos lados duma coxia longitudinal de circulação no convés, adaptava-se, a cada um dos costados, de proa à popa, uma estrutura de madeira, semelhante a uma longa caixa, com tecto ou tejadilho, dividida interiormente por tabiques transversais em celas ou compartimentos, com sua porta para o convés na parede anterior. Constituíam essas celas as barracas, para os banhistas se vestirem e despirem.
Os compartimentos alongavam-se para fora do convés do barco, e as suas paredes laterais e a posterior, que desciam vedadas até ao nível da água, prolongavam-se para baixo desse nível com a forma de gaiolas, com três das suas paredes feitas de grades de sarrafos, e com o fundo de tábuas de solho, que ficava cerca de 1,30m abaixo do nível normal de água nos compartimentos.
Desta forma, cada barraca podia considerar-se formada por dois compartimentos sobrepostos: um aéreo, com o pavimento ou estrado ao nível do convés, no qual os banhistas se preparavam para o banho; outro aquático ou submerso, ou poço onde se tomava o banho, limitado pelo gradeamento de sarrafos e pelo costado do barco.
Com esta disposição, as pessoas não podiam ver os banhistas dos compartimentos laterais, nem do exterior se podiam ver as que estavam tomando banho.
Do compartimento superior descia-se para o poço por um escadote de madeira amovível que chegava até ao fundo.
Como as barcas estavam fundeadas, a água corrente das marés atravessava os sucessivos compartimentos submersos das barracas, pelos intervalos das grades de madeira das partes aquáticas das celas, proporcionando aos banhistas não só uma água permanentemente renovada, mas a surpresa do encontro com algum peixe ou alforreca, ou mesmo com qualquer objecto arrastado à tona de água.
Os compartimentos dos banhos tinham capacidades variáveis, conforme as distâncias dos tabiques divisórios transversais.
Assim, além dos banhos vulgares para uma pessoa, havia banhos «grandes», para famílias, e banhos «gerais» para clientes sem distinção; além destes havia ainda banhos de chuva nalgumas barcas.
As empresas exploradoras das barcas tinham ao seu serviço botes catraios, munidos com um toldo ou barraca de lona, que iam buscar e levar os respectivos fregueses ao embarcadouro do Terreiro do Paço, junto às escadas do cais do canto sudeste...Estes catraios ou botes também serviam para quem quisesse tomar banho no meio do rio. As barracas tinham a forma duma caixa paralelipipédica, que se armava à popa do bote, e eram constituídas por uma armação de 4 prumos e 4 travessas de madeira, que se revestiam com um toldo de lona, de forma a ficar completamente impenetrável à vista o interior da barraca.
Os bilhetes dos banhos custavam em 1865:
De proa, 100 réis,
Da ré, 80 réis,
Banhos grandes, 100 ou 120 réis,
Banhos gerais, 60 réis,
Banhos de chuva 160 réis.
As barcas estavam fundeadas no Tejo, defronte do Terreiro do Paço, um pouco mais para o lado do torreão do Ministério da Guerra.
Desde tempo indeterminado existiam no Tejo, e parece que nunca foram mais de três. Tinop em Lisboa de Outrora, 1835, dá noticia dos nomes: Grande, dos Tonéis, do Hiate.
Em 1865 as barcas, porventura as mesmas anteriores, chamavam-se então: Flor do Tejo, Diligência e Deusa do Mar."
in "Dispersos", Vol. III, pág. 376 a 379, de Augusto Vieira da Silva

Barcas de Banhos, no Terreiro do Paço, sd, foto d

Barcas de Banhos, no Terreiro do Paço, s/d, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

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Guia annunciador do viajante luso-brasileiro, 1888, in BNP

Vista do Cais do Sodré, no Tejo onde se pode obse

Vista do Cais do Sodré, no Tejo onde se pode observar uma barca de Banhos (segundo o recorte anterior esta Barca seria a Nova Flôr de Lisboa), início séc. XX, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

 

Lisboa, Ponte dos Vapores, estudo para leque, na i

Lisboa, Ponte dos Vapores, estudo para leque, na imagem um bote catraio em 1.º plano, imagem in Biblioteca Nacional

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 in "Dispersos", Vol. III, de Augusto Vieira da Silva

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in "Dispersos", Vol. III, de Augusto Vieira da Silva

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in "Dispersos", Vol. III, de Augusto Vieira da Silva

 

Cruzeiro de Santo Estevão

"Este adro intitula-se por deliberação camarária do ano de 1925, «Jardim Alberto Costa»...conforme o atesta a lápide de mármore colocada na parede do prédio poente.
Este cruzeiro é, segundo a inscrição, de idade seiscentista, e deve ter substituído um mais antigo, simples de cruz aberta, que no local existiu.
Reza assim a legenda, a que falta uma aresta da pedra: «Este sinal de redenção que um devoto aqui fez pôr, pede que com devoção se louve o Redentor. Pelas Almas um Padre Nosso e uma Avé-Maria. 1669»
A cruz, ao alto, não é da época; partida a antiga há uns trinta anos foi depois substituída pela que alveja agora sobre a muralha."
in "Peregrinações em Lisboa", Livro 10, pág. 83 e 85, de Norberto de Araújo

Cruzeiro de Santo Estêvão, sd, foto de José Art

Cruzeiro de Santo Estêvão, s/d, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Largo de Santo Estêvão, 1899, foto de Machado &

Largo de Santo Estêvão, 1899, foto de Machado & Souza, in a.f. C.M.L.

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Adro da Igreja de Santo Estêvão, com a placa de mármore que indica o nome do jardim, 1939, foto do espólio de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Cruzeiro de Santo Estêvão, ant. 1939, foto de Ed

Cruzeiro de Santo Estêvão, ant. 1939, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

Cruzeiro da Igreja de Santo Estêvão, 1963, foto

Cruzeiro da Igreja de Santo Estêvão, 1963, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Cruzeiro de Santo Estêvão, sd, foto de Artur Pas

Cruzeiro de Santo Estêvão, s/d, foto de Artur Pastor, in a.f. C.M.L.

Os bancos da Praça do Comércio

Num artigo anterior já tinha mencionado os bancos, que outrora ornamentaram o Terreiro do Paço. Foram eles retirados ao mesmo tempo que as árvores, na segunda década do séc. XX, por forte pressão da Real Associação de Arquitectos.
Dou agora conta do Ofício datado de 1895, relativo à colocação dos referidos bancos na Praça do Comércio.
Segundo o proponente, devia-se aproveitar a reforma da arborização da Praça (em curso nessa data), para a embelezar com a colocação de uma dúzia de bancos de boa cantaria. Mais, visto que a boa qualidade teria um custo elevado  (120$000 réis cada), propunha que a aquisição fosse feita em dois anos, colocando-se em cada ano 6 desses bancos. Tudo isto em harmonia com a importância da Praça.

Praça do Comércio, 1907, foto de Joshua Benoliel

Praça do Comércio, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Ofício relativo à colocação de bancos na praç

Ofício relativo à colocação de bancos na praça do Comércio, 31 12 1895, in A.M.L.

Praça do Comércio, sd, foto de Ferreira da Cunha

Praça do Comércio, s/d, foto de Ferreira da Cunha, in a.f. C.M.L.

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Saloios,1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

Terreiro do Paço, destacando-se a estátua equest

Terreiro do Paço, destacando-se a estátua equestre de Dom José I e o acendedor de candeeiros, s/d, foto de Legado Seixas, in a.f. C.M.L.

Ociosos na Praça do Comércio, 1907, foto de Josh

Ociosos na Praça do Comércio, 1907, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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