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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

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Arsenal do Exército

"O Arsenal do Exercito. Não escreverei a sua historia completa, porque não a sei; mas sempre darei algumas novidades velhas.
N'esse sitio é que el-Rei D. Manuel (palavras de Damião de Goes) <<começou as tercenas da Porta da Cruz, as quaes mandou fazer para n'ellas se guardar e fundir artilheria>>.
Tercena, tarracena, terracena, teracena ou tarrecena (que d'estes cinco modos se acha orthographado o vocabulo), significava armazem. Tercenas foram tanto os vastos armazens de viveres, como os de utensis nauticos.
Havia em Lisboa varias tercenas; as d'el-Rei D.Manuel eram chamadas <<das Portas da Cruz>>; e por se fundirem aqui os canhões, deram nome ao sitio, que ainda hoje se chama a Fundição.
No tempo da dominação intrusa, a Fundição era destinada á fabricação de armas para a guarnição castelhana. O que é hoje o Arsenal do Exercito, chamava-se vulgarmente a <<Fundição dos Castelhanos>>.
Vinte annos depois, em 1646, quando o viajante francez Monconys visitou este Arsenal, estava-se guarnecendo. Ainda lá não havia, segundo o dito escriptor, senão um milheiro, pouco mais ou menos, de pares de armas para os piquiers (soldados armados de piques, ou lanças). Tinham-se fundido vinte e sete canhões, e estavam já formados uns quatorze, promptos a fundir.
No meio do seculo XVIII menciona-o João Baptista de Castro, chamando-lhe <<famoso Arsenal, ou armazem, disposto com tão boa ordem e arrimação, que excede aos melhores da Europa>>. Diz que lhe deu principio o Tenente General de Artilheria Fernando de Chegaray; continuou-o o zêlo de Amaro de Macedo, e por ultimo o do tenente General Manuel Gomes de Carvalho.
Hoje aquella serie de salões artisticamente adornados de armas, e como que promptos á primeira voz do clarim das batalhas, é um dos pontos visitados pelos estrangeiros e provincianos. Merece-o.
O asseio e alinho dos tropheus, os enfeites artisticos que ali se observam, tectos, doirados, azulejos, retratos, tudo fórma o conjuncto mais agradavel; é pena que esse Arsenal não esteja em certos dias patente ao publico de todas as classes; seria diversão, e ensinamento."
in "A Ribeira de Lisboa" de Júlio de Castilho

Largo do Museu de Artilharia, 1906, foto de Machad

Largo do Museu de Artilharia, 1906, foto de Machado & Sousa, in a.f. C.M.L.

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Museu Militar, antigo Arsenal do Exército, 191-,

Museu Militar, antigo Arsenal do Exército, 191-, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Museu Militar, Arsenal do Exército,fotógrafo n/i, in a.f. C.M.L.

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Museu de Artilharia, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

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Museu de Artilharia, sala Dona Maria II, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

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Museu de Artilharia, sala Dom José I, foto de Alberto Carlos Lima, in a.f. C.M.L.

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Museu Militar, antigo Arsenal do Exército, 191-, foto de Joshua Benoliel, in a.f. C.M.L.

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Museu Militar, 1949, foto de Eduardo Portugal, in a.f. C.M.L.

 

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