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Paixão por Lisboa

Espaço dedicado a memórias desta cidade

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Igreja de São Paulo

Egreja de S. Paulo
"É indispensavel estudar agora esse templo, que, sem ser dos celebres da Capital, merece comtudo a nossa atenção n'esta variada peregrinação que emprehendemos.
Antes do terremoto, segundo acabei de notar, a frontaria da egreja olhava ao Poente; e o terreno fronteiro, chamado <<o Adro>>, tinha 120 varas de comprido, de Nascente a Poente, e de largura, Norte a Sul, 38 varas, 1 palmo e 6/10. Inclusa n'esse terreiro erguia-se a egreja, com a sua frente de 20 varas, 2 palmos, e 5/10, e o seu fundo de 47 varas. Desde a cabeceira do templo até ás preimeiras casas, do lado do Nascente, iam 5 varas, 3 palmos, e 4/10, ficando o corpo do mesmo templo a igual distancia dos limites austral e bureal do seu adro.
Uma das gravuras da collecção de vistas por Le Bas lá apresenta a egreja de S. Paulo n'um tal estado de destroço, que dificilmente póde o espirito restaural-o; assim como tambem é difficillimo, ou antes impossivel destrinçar a verdade quanto á era da fundação da parochia. Quando Christovam Rodrigues de Oliveira escrevia o seu Summario, em 1551, parece não existia, visto que elle, tão minucioso, a não menciona; mas a estampa de Braunio, que pouco mais moderna é (apenas uns vinte ou vinte cinco annos), lá nos mostra a egreja de S. Paulo, com o adro perfeitamente claro.
Carvalho da Costa apenas diz que esta parochia se formou desannexando uma parte da dos Martyres, e outra da de Santos, mas não marca a data. Descreve a egreja chamando-lhe <<das mais majestosas que tem esta cidade>>...Da reconstrução posterior a 1755, a actual, não conheço o autor...Tem esta fachada tres altas janellas, das quaes é dominante a central, e, por baixo de cada uma, tres portas para o pequenino adro gradeado. A porta do meio é coroada de um medalhão em baixo relevo representando a conversão de S. Paulo; sobre a porta da esquerda do espectador está a estatua de S. Pedro executada por Antonio Machado, architecto e esculptor dos começos do reinado da senhora D. Maria I, como diz Cyrillo; sobre a da direitaa estatua de S. Paulo.

Os dois campanários erguem-se com certo desgarre, no estylo italianado que tanto ficou dominando entre nós, com os seus remates em tampa de saladeira, as suas ventanas bem proporcionadas, os seus cantos ornados de columnellos de ordem jónica; e por baixo de cada ventana um relogio."

in "A Ribeira de Lisboa" de Júlio Castilho, pág. 528

Igreja de São Paulo, fachada principal, bárcia.j

Igreja de São Paulo, foto de José Arthur Leitão Bárcia, in a.f. C.M.L.

Levantamento topográfico de Francisco Goullard, n

Levantamento topográfico de Francisco Goullard, n 312, 1883, in A.M.L.

Atlas da carta topográfica de Lisboa, n 50, 1856

 Atlas da carta topográfica de Lisboa, n 50, 1856, in A.M.L.

Igreja de São Paulo, fachada principal, 1966, arm

Igreja de São Paulo, 1966, foto de Armando Serôdio, in a.f. C.M.L.

Igreja de São Paulo, fachada principal, paulo gue

Igreja de São Paulo, fachada principal, foto de paulo Guedes, in a.f. C.M.L.

 

 

 

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